Rogério Marinho volta a defender anistia para envolvidos no 8 de janeiro para “reconciliar o País”

Senador Rogério Marinho, líder da oposição no Senado - Foto: Pedro França / Senado
Senador Rogério Marinho, líder da oposição no Senado - Foto: Pedro França / Senado

O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, voltou a defender uma anistia aos envolvidos nos atos de 8 de janeiro de 2023 em Brasília como uma forma de “reconciliar o País”. Ele ainda criticou o presidente Lula (PT), dizendo que o petista faz discursos “sempre no sentido de dividir”.

“Para nós, isso é uma questão que independe de quem vai ser o próximo presidente do Congresso ou da Câmara. É um sentimento de que é necessário reconciliar o país”, afirmou Marinho, à Folha de S.Paulo. Ele ainda acredita que “está se aprofundando um fosso nesse país que não interessa a ninguém”.

“Se está maduro ou não o processo de anistia, quem vai dizer é a própria conjuntura, a própria circunstância. Eu estou dizendo a você que eu sempre defendi, e que é uma característica do Brasil, não tem nada de extraordinário”, prosseguiu.

Tentativa de golpe

O parlamentar ainda reclama de “vazamentos seletivos” de investigações contra golpistas, mas diz que a depredação, como ocorreu na invasão da Praça dos Três Poderes, “deve ser combatida”.

“Quem depredou tem que ter realmente imposta a pena adequada, não de 17 anos. Isso é linkado como se fosse a consequência de um golpe, me parece inverossímil”, acrescenta.

O Supremo Tribunal Federal (STF) já condenou mais de 110 pessoas por envolvimento no ataque terrorista. As penas variam de 12 a 17 anos de prisão para os crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.