Sargento Gonçalves volta a se dizer contra apoio do PL a Paulinho Freire: “Ele é do Centrão”

Deputado federal Sargento Gonçalves (PL-RN) é contra apoio do PL à pré-candidatura de Paulinho Freire (União Brasil) em Natal - Foto: Zeca Ribeiro / Câmara
Deputado federal Sargento Gonçalves (PL-RN) é contra apoio do PL à pré-candidatura de Paulinho Freire (União Brasil) em Natal - Foto: Zeca Ribeiro / Câmara

O deputado federal Sargento Gonçalves (PL) continua resistindo a apoiar a pré-candidatura do também deputado Paulinho Freire (União Brasil) à Prefeitura do Natal. Em entrevista ao jornal Agora RN publicada nesta quarta-feira (22), o parlamentar disse que continua defendendo uma candidatura própria do PL, em vez de apoiar outro nome na disputa.

“Até a convenção, defendo a candidatura própria do PL. Se, depois disso, o PL não apresentar um nome e mantiver o posicionamento atual de apoio ao deputado Paulinho Freire, vou analisar os nomes que estiverem postos e, com base nisso, tomar minha decisão”, afirmou o deputado.

No início da semana, o deputado federal General Girão, outra liderança bolsonarista que resistia ao apoio do PL a Paulinho Freire, abriu mão de sua pré-candidatura e afirmou que apoiará o político do União Brasil.

Gonçalves deixou claro que não concordava com as alianças eleitorais do PL na Capital, mas que não iria se rebelar contra a decisão do presidente do PL no RN, o senador Rogerio Marinho. Como justificativa, o parlamentar alegou a existência de discordâncias ideológicas e políticas.

“Não tenho nada contra, mas ele é um deputado de centrão, votou mais de 70% com o Governo Lula. É da política tradicional e, infelizmente, o PL sacramentou essa decisão de Paulinho, contra a minha vontade”, disse, em março passado.

E lamentou que, apesar da estrutura partidária do PL potiguar, a sigla é apenas “coadjuvante” no processo eleitoral deste ano nos dois maiores colégios eleitorais do RN.

“Somos um partido grande. Deveríamos ter o protagonismo. Temos três deputados federais, um senador da República, dois deputados estaduais, 20% do tempo de TV e dos recursos do fundo eleitoral. Por que ficarmos como coadjuvantes nas duas principais cidades do nosso estado, Natal e Mossoró?”.