Tragédia de Brumadinho completa um mês com mais de 170 mortes e rio contaminado por rejeitos de minério

Fonte: JP
Há exatamente um mês, a cidade de Brumadinho assistiu assustada à avalanche de lama e rejeitos que devastou tudo que havia pela frente, soterrou vidas e condenou um rio a morte. Quase 150 quilômetros do Rio Paraopeba já foram contaminados pela onda rejeitos. A degradação ainda ameaça atingir o São Francisco.
O rompimento da barragem da Mina do Feijão, da mineradora Vale, já deixa mais de 170 mortes confirmadas e uma certeza para as vítimas: a empresa sabia dos riscos do empreendimento.
Com a responsabilidade de encarar um cenário de destruição e encontrar sobreviventes, as primeiras equipes do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais que sobrevoaram o local da tragédia no dia 25 de janeiro esperavam enfrentar um desafio tão difícil quanto o de Mariana, mas perceberam que algo bem maior havia acontecido, conforme conta o porta-voz da corporação, tenente Pedro Aihara.
“Quando a gente pousou e a gente começou a receber as primeiras notícias da quantidade de pessoas que havia no local a gente percebeu que a tragédia humana seria muito maior do  do que em Mariana.”
Desde o início, a operações de buscas se concentraram principalmente na antiga área administrativa da Vale, onde além de escritórios, se localizava um refeitório, com capacidade para até 90 trabalhadores. Escavadeiras, alicates gigantes, drones e muito esforço de quase 400 militares foram utilizados em mais de 30 dias de buscas.
A maior tragédia humana já vista no país deixa, além do luto, a sensação de abandono e descaso. Ainda não foi fechado um acordo final de indenizações para os atingidos. Em doações, a Vale já efetuou pagamentos de 100 mil reais para 264 famílias que perderam seus parentes e de 50 mil reais para 56 famílias que tiveram suas casas destruídas.

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