[VÍDEO] ‘Mulher vai ao estádio e pergunta quem é a bola’, diz Kajuru em CPI, e Leila Pereira rebate

CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportiva (CPIMJAE) realiza reunião para ouvir depoimento de testemunhas. A finalidade da comissão é apurar, no prazo de 180 (cento e oitenta) dias, fatos relacionados às denúncias e suspeitas de manipulação de resultados no futebol brasileiro, envolvendo jogadores, dirigentes e empresas de apostas. Mesa: presidente do Palmeiras, Leila Mejdalani Pereira; presidente da CPIMJAE, senador Jorge Kajuru (PSB-GO); relator da CPIMJAE, senador Romário (PL-RJ). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Presidente do Palmeiras, Leila Pereira, rebateu um comentário do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), durante participação na CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas. Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

A presidente do Palmeiras, Leila Pereira, rebateu um comentário do senador Jorge Kajuru (PSB-GO), durante participação na CPI da Manipulação de Jogos e Apostas Esportivas, no Senado, nesta quarta-feira (5).

No início da sessão, o presidente da comissão tentou fazer uma brincadeira sobre a presença da senadora Margareth Buzetti (PSD-MT) no plenário da CPI, a única mulher a ser membra da Comissão.

“Representando as mulheres, ela [Margareth] que gosta de futebol, normalmente mulher vai ao estádio e pergunta quem é a bola. Não é o seu caso”, afirmou Kajuru.

Logo, ele foi rebatido pelo senador Carlos Portinho (PL-RJ), que disse: “já foi assim”. Então, a presidente do Palmeiras, a única entre os 20 clubes da série A do Campeonato Brasileiro, chamou a atenção.

“Kajuru, hoje tem presidente de clube mulher”, lembrou Leila.

Por fim, o presidente se resumiu a dizer: “Kajuru, cala boca Kajuru”.

CPI da manipulação no futebol

Leila Pereira foi ouvida na CPI na condição de testemunha, para responder a questionamentos deixados pelo dono do Botafogo SAF, John Textor, sobre supostos resultados combinados em partidas campeonato, inclusive, do Palmeiras.

Questionada pelos parlamentares, a presidente do clube afirmou que não há prova alguma sobre a manipulação de partidas do Campeonato Brasileiro.

“Se ele [Textor] não comprovar absolutamente nada, porque até agora, objetivamente, eu não vi prova absolutamente nenhuma, eu desconheço, eu não vi. Sabe, não tenho dúvida nenhuma que o John Textor teria que ser banido do futebol brasileiro”, afirmou a presidente do Palmeiras.

Leila ainda chamou as denúncias de Textor de “irresponsáveis” e “criminosas”.

“Porque com essas denúncias irresponsáveis, criminosas, isso ele afeta não só o Palmeiras, ele afeta toda a credibilidade desse grande produto que é o futebol brasileiro”, reclamou.

Segundo ela, o problema do dono do Botafogo com o Palmeiras começou a partir da virada de 4 a 3 que o time carioca levou do time paulista no campeonato brasileiro de 2023.

“Eu não posso deixar um estrangeiro vir aqui pro Brasil, que perdeu um título, por incapacidade deles, por capacidade do Palmeiras. Ele precisa provar o que está dizendo”, finalizou.

Punição

O senador Romário (PL-RJ) perguntou à presidente sobre a opinião dela a respeito de jogadores que são identificados apostando. Leila afirmou que a punição deve ser “severa”.

“Eu sou a favor do banimento. Sem punição você não vai chegar a lugar nenhum. Sem punição severa, não adianta advertência, uma carta”, afirmou Leila.

O convite para que ela participasse da Comissão Parlamentar de Inquérito foi feito pelo presidente da CPI, senador Jorge Kajuru (PSB-GO), e foi adiado por várias vezes. A princípio, seria junto ao presidente do São Paulo, Julio Casares, mas por incompatibilidade de agendas, acabou mudando.

Denúncias de John Textor

A primeira pessoa ouvida pela CPI foi o dono do Botafogo, John Textor, em 22 de abril. Na data, ele afirmou que a “manipulação de resultados [no futebol] é realidade”.

“O que nós descobrimos não é nada diferente do restante do mundo, Bélgica, França, toda a Europa. A manipulação de resultados [no futebol] é uma realidade”, afirmou John Textor.

Segundo o dono do Botafogo, os indícios de manipulação no futebol brasileiro foram identificados por ele nos anos de 2022 e 2023.

Entretanto, apesar de mostrar relatórios, vídeos e áudios, Textor não conseguiu comprovar que os lances de partidas apontadas por ele realmente haviam sido manipuladas.

Fonte: g1