
Um caso chocante aconteceu na última sexta-feira (21) no município de Itamonte, em Minas Gerais. Alunos da Escola Municipal Mariana Silva Guimarães colocaram cocaína na boca ao confundirem a substância com doces. A droga foi levada à instituição por uma criança de apenas 4 anos, que teria distribuído os papelotes para os colegas.
De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), a criança teria encontrado os pacotes em casa e, sem saber do que se tratava, levou para a escola acreditando que fossem guloseimas. Ao todo, foram encontrados 16 papelotes na mochila e na carteira da estudante, sendo sete lacrados e nove abertos.
Pais e responsáveis ficaram em choque ao descobrirem a situação. Um deles, que preferiu não se identificar, relatou ao portal G1 o desespero ao ouvir a própria filha contar que havia ingerido a substância.
“Ao entrar no carro, a minha filha começou a chorar muito e ela falou: ‘Eu comi, eu engoli. Eu coloquei o pozinho branco na boca que a amiguinha deu e eu engoli’. Quando foi falado que era droga, eu confesso que fiquei sem chão. Só hoje que eu fui voltar ao normal, ficar bem de novo, com a minha cabeça voltando a funcionar, porque bate um desespero“, afirmou.
Exames e investigação
Diante da gravidade da situação, 18 alunos foram levados a um pronto-socorro e submetidos a exames de urina. Dos 15 testes realizados, 13 deram resultado negativo e dois foram inconclusivos. No entanto, um laudo pericial confirmou que o material encontrado era cocaína.
O pai da criança que levou a droga para a escola é o principal suspeito de ser o dono dos papelotes. Segundo relatos, ele foi chamado à escola para esclarecer o caso, mas, ao receber um dos pacotes de uma funcionária, fugiu. O tio da criança foi quem buscou o menor no colégio, sendo posteriormente abordado pela polícia e encaminhado à delegacia, onde assinou um Termo Circunstancial de Ocorrência (TCO) e foi liberado.
Até o momento, o suspeito segue foragido. Equipes das áreas de assistência social e psicologia estão acompanhando as famílias envolvidas. A Prefeitura informou que as aulas seguirão normalmente ao longo da semana.
Ameaças à família
A família da criança que levou a droga para a escola afirma estar sendo alvo de ameaças por parte de moradores da cidade. De acordo com um parente, mensagens em grupos de WhatsApp sugerem até mesmo um linchamento.
“Grupos de WhatsApp estão rolando por aí, pedindo até o linchamento. Está constrangedora a história“, declarou um familiar que optou por não se identificar.
O caso segue sob investigação da polícia, que busca localizar o pai da criança para prestar esclarecimentos.
Fonte: O Povo