Operação em Natal mira ex-policiais acusados de escoltar cigarros contrabandeados e atacar policiais e agentes da Receita

Agentes da PF levaram suspeito para Hospital Walfredo Gurgel após ocorrência, em setembro do ano passado - Foto: Reprodução
Agentes da PF levaram suspeito para Hospital Walfredo Gurgel após ocorrência, em setembro do ano passado - Foto: Reprodução

Uma operação conjunta deflagrada nesta quarta-feira (2) cumpriu mandados de busca e apreensão na Grande Natal contra suspeitos de atacar agentes públicos durante uma operação para atacar o contrabando de cigarros.

Batizada de Operação Extremum Agmen, a ação cumpriu três mandados em diferentes locais da Grande Natal. Participaram da operação agentes das polícias Civil (PCRN), Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF), além da Receita Federal.

De acordo com a PF, a operação faz parte de uma investigação sobre uma tentativa de homicídio contra policiais civis e servidores da Receita Federal no ano passado. Segundo a investigação, ex-policiais integrantes de uma organização criminosa escoltavam uma carga de cigarros contrabandeados e abriram fogo contra os agentes ao serem abordados, em setembro de 2024.

A investigação já levou à prisão de dois suspeitos de integrar a organização criminosa e revelou provas de diversos crimes federais e estaduais cometidos por eles e outros suspeitos. Os investigados já possuem antecedentes por crimes dolosos contra a vida e contrabando.

Nome da operação

“Extremum Agmen” é uma expressão em latim que pode ser traduzida como “a retaguarda do exército” ou “a última linha da marcha”. Na Roma Antiga, o agmen era a formação em marcha de um exército. A Extremum Agmen era a retaguarda, responsável por proteger o exército contra ataques surpresa por trás.