
O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) disse nesta terça-feira (25) que os atos antidemocráticos do 8 de Janeiro não se tratavam de uma tentativa de golpe, mas sim de “vandalismo”. Voltou a afirmar, ainda, que o episódio foi “programado pela esquerda”
Segundo o ex-presidente, os invasores eram “pobres coitados” que não tinham intuito de derrubar o governo eleito. “Vandalismo. Ih, vão dar golpe em um prédio sem nada, sem o presidente, sem arma?”, disse Bolsonaro em entrevista ao Léo Dias TV.
Ataque do 8 de Janeiro foi programado pela esquerda, afirma Bolsonaro
— 98 FM Natal (@98FMNatal) February 26, 2025
Em entrevista à Leo Dias TV, ex-presidente cobrou imagens que mostrem o momento das invasões. pic.twitter.com/gH833znVIf
Ainda de acordo com o ex-presidente, não há imagens que mostram o momento das invasões. “Foram 33 alertas da Abin para o GSI. No meu entender, era algo programado. Só pode ter sido pela esquerda”.
“Você tem imagens do pessoal quebrando lá dentro, mas não quando entrou a turma. Imprensa só mostrava imagem de um magrinho derrubando relógio e tentando derrubar câmera. O governo dizia que não tinha mais imagem, mas pouco tempo depois apareceram mais imagens”, disse Bolsonaro.
Estado de sítio
Sobre os áudios divulgados no domingo (23) pelo Fantástico – que mostram diálogos entre militares e manifestantes sobre a suposta tentativa de golpe de Estado depois das eleições de 2022–, Bolsonaro disse que foram estudadas possibilidades para decretar estado de sítio, mas que a ideia sequer foi colocada em prática.
“Questionei o que a gente poderia fazer dentro das 4 linhas. E daí foram estudadas hipóteses de estado de defesa e de sítio. Nós tínhamos que nos preparar, em havendo um problema no Brasil. O estado de sitio como funciona? Se convoca o Conselho da Defesa Nacional. Houve a convocação de conselho da minha parte? Não. Depois pediria autorização ao Congresso para baixar o decreto. Mas se não houve nem convocação do conselho, sem comentários. Houve nada, nem conversa”, afirmou o ex-presidente.