[VÍDEO] Presidente do CFM defende no Senado que ‘autonomia da mulher’ para aborto tenha limites

Presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, em sessão do Senado - Foto: Geraldo Magela / Agência Senado
Presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, em sessão do Senado - Foto: Geraldo Magela / Agência Senado

O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), José Hiran da Silva Gallo, disse nesta segunda-feira (17) que há limites na “autonomia da mulher“, ao comentar a resolução que trata da assistolia fetal, procedimento realizado no aborto em gestações resultantes de estupro com mais de 22 semanas.

“A autonomia da mulher, esbarra, sem dúvida, no dever constitucional imposto a todos nós, de proteger a vida de qualquer um, mesmo ser humano formado por 22 semanas”, afirmou Gallo.

O presidente do CFM definiu que já há “viabilidade fetal” com 22 semanas de gestação, em torno de cinco meses e meio, e que, já é um “ser humano formado”. “Em todos esses casos, falamos de pré-maturidade. São situações onde há viabilidade de vida, e já não se trata de um feto, mas de um ser humano formado”, disse.

As declarações foram dadas em uma sessão de debates no Senado Federal para discutir o procedimento de assistolia realizado nesta segunda-feira, que teve a presença de movimentos e deputados e senadores contra o aborto.

O evento foi realizado pelo senador da oposição, Eduardo Girão (Novo-CE). O senador defendeu que, há uma criança em todos os estágios da gravidez e todo aborto é um infanticídio. “Eu aboli o termo biologicamente correto, que é feto. Pois para mim todos os estágios da gravidez é, e sempre será, criança. Estamos tratando aqui de infanticídios”, afirmou Girão.