Reunião da base é novamente remarcada em meio a impasse sobre suplência de Jean Paul

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A definição oficial da composição da chapa governista para o Senado voltou a ser adiada e agora deve ocorrer apenas nesta quarta-feira (20). A reunião entre os partidos aliados da governadora Fátima Bezerra (PT), que aconteceria nesta segunda-feira, não foi realizada após mudanças na agenda política do grupo. O motivo do adiamento foi a presença do ministro dos Transportes, George Santoro, no Rio Grande do Norte, para participar da assinatura das ordens de serviço das obras da BR-304. O compromisso mobilizou lideranças da base e acabou esvaziando o encontro partidário.

Nos bastidores, porém, o principal ponto de tensão da reunião não seria propriamente o nome de Rafael Motta (PDT) ao Senado, considerado praticamente consolidado, mas sim a disputa em torno da composição das suplências. O PDT quer indicar o ex-senador Jean Paul Prates (PDT) para a primeira suplência de Rafael, movimento que vem sendo questionado por partidos aliados. A avaliação dentro da própria base é que o PDT já foi contemplado com a vaga de titular na chapa ao Senado e, por isso, outras legendas defendem maior divisão dos espaços políticos. Esse deve ser o principal ponto de embate da reunião desta quarta-feira.

Nos corredores da política, também já surge um novo questionamento: Jean Paul Prates (PDT) será novamente “fritado” politicamente pelo PT? A dúvida reaparece diante das resistências internas e da dificuldade de consolidação do seu nome dentro da aliança governista. Essa já é a quarta vez que a reunião é remarcada. Nos adiamentos anteriores, integrantes da aliança alegaram dificuldades para reunir todos os dirigentes das legendas envolvidas na discussão. A base política do governo reúne atualmente PT, PV, PCdoB, PSB, Cidadania, PDT e Rede. Além disso, seguem as conversas para uma possível entrada do PSOL no arco de alianças da governadora.

O encontro tem como principal finalidade consolidar oficialmente a indicação do ex-deputado federal Rafael Motta (PDT) para disputar o Senado em parceria com Samanda Alves (PT). O entendimento interno entre os partidos já previa que o PDT teria o direito de indicar um dos nomes da chapa majoritária. Enquanto isso, a composição das suplências segue indefinida. No caso de Samanda Alves (PT), os nomes que ocuparão as vagas ainda não foram divulgados oficialmente.