O dramaturgo e escritor Benedito Ruy Barbosa, autor de novelas como Pantanal e Terra Nostra, morreu nesta terça-feira (7) em São Paulo devido a complicações de insuficiência renal crônica. A informação foi confirmada pelo Hospital do Coração (HCor) e divulgada pelo G1
O corpo será velado das 15h às 21h no Funeral Home, na Bela Vista, região central de São Paulo. Em janeiro deste ano, Benedito havia ficado 19 dias internado no HCor para tratar uma infecção urinária associada ao mesmo quadro renal.
O gosto pela escrita levou Benedito a criar o romance “Fogo Frio”, adaptado para o teatro e premiado pela Associação Paulista dos Críticos de Arte. A obra marcou o início de sua trajetória como roteirista.
Sua estreia na televisão ocorreu em 1966, com “Somos Todos Irmãos”, na TV Tupi. Nos anos seguintes, passou por Excelsior, Record e TV Cultura, além de escrever “Meu Pedacinho de Chão” (1971), produzida em parceria entre Cultura e Globo.
Em 1976, assinou com a Globo e iniciou uma sequência de novelas na faixa das 18h, entre elas a adaptação de “Cabocla” (1979). Em 1990, na TV Manchete, escreveu “Pantanal”, com locações externas e foco no bioma brasileiro.
De volta à Globo, escreveu “Renascer” (1993), ambientada no interior baiano, e “O Rei do Gado” (1996), sobre a rivalidade entre famílias de imigrantes italianos e a questão da reforma agrária. Ambas as tramas seriam refeitas décadas depois por seu neto, Bruno Luperi.
Em “Terra Nostra” (1999), retratou o drama dos imigrantes italianos Matteo e Giuliana, separados ao chegarem ao Brasil no início do século XX. Benedito também revisitou obras próprias, assinando as refilmagens de “Sinhá Moça” (2006) e “Meu Pedacinho de Chão” (2014). Em 2016, escreveu sua última novela, “Velho Chico”, ambientada no sertão nordestino e centrada na disputa por terra e poder entre gerações. Em depoimento ao Memória Globo, Benedito Ruy Barbosa definiu que toda novela precisa ter uma grande história de amor.