O saldo do crédito ampliado ao setor não financeiro somou R$20,8 trilhões em janeiro, o equivalente a 162,6% do PIB, segundo dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (25). O valor representa queda de 0,3% em relação a dezembro, puxada principalmente pela redução nos empréstimos externos (-3,4%), influenciada pela valorização do real no mês (+4,95%).
Em 12 meses, o crédito ampliado avançou 12,6%, impulsionado pelos empréstimos do Sistema Financeiro Nacional (SFN, +9,9%) e pelos títulos públicos (+19,1%).
Crédito a empresas e famílias
O crédito total no Sistema Financeiro Nacional (SFN) atingiu R$7,1 trilhões, com queda de 0,2% no mês. Para empresas, o volume foi de R$7,0 trilhões, recuando 1,7% no mês, mas avançando 7% em 12 meses, puxado pelos títulos de dívida (+16,5%). O crédito às famílias somou R$4,8 trilhões, com alta de 0,7% no mês e 11,7% em 12 meses, impulsionado pelos empréstimos do SFN.
A taxa média de juros das novas contratações subiu para 32,8% ao ano, com spread bancário de 21,9 pontos percentuais. No crédito livre às pessoas físicas, a taxa chegou a 61% ao ano, impactada pelo cartão de crédito e crédito pessoal.
A inadimplência total avançou para 4,2%, sendo 2,6% para empresas e 5,2% para famílias. O endividamento familiar manteve-se em 49,7%, com comprometimento da renda de 29,2%.
Agregados monetários
A base monetária somou R$450,4 bilhões, com alta de 0,7% no mês e 2,4% em 12 meses. O M1 totalizou R$646,6 bilhões, registrando queda de 2,7%, enquanto M2 recuou 1%, chegando a R$7,3 trilhões. O M3 fechou em R$13,3 trilhões (-0,2%) e o M4 atingiu R$14,7 trilhões (-0,8%), impactado principalmente pela redução de depósitos e títulos públicos em poder do público.
De acordo com o Banco Central, as variações refletem tanto fatores sazonais quanto ajustes no mercado de crédito e na política monetária.
Com informações Banco Central