O cantor Ed Motta prestou depoimento nesta terça-feira na 15ª Delegacia de Polícia, na Gávea, Rio de Janeiro. Ele é investigado por injúria por preconceito após um episódio no restaurante Grado, no Jardim Botânico, na madrugada do dia 2. A informação é d’O Globo.
O caso começou com uma discussão sobre a cobrança de taxa de rolha. O grupo de Ed Motta levou sete garrafas de vinho ao estabelecimento e a conta ultrapassou R$ 7 mil.
Segundo o barman do restaurante, o cantor o chamou de “paraíba” e “babaca” durante a confusão. O funcionário afirmou que não foi a primeira vez que recebeu esse tipo de ofensa do artista.
Ed Motta negou ter usado termos xenofóbicos e classificou as acusações de “injustas” e “sem fundamento”. Ele declarou ser neto de baiano e bisneto de cearense, e afirmou ter respeito pelos nordestinos.
O cantor admitiu ter arremessado uma cadeira ao chão “sob influência de emoção”, mas disse que não teve intenção de acertar ninguém. O assento atingiu as costas de um garçom.
O proprietário do restaurante entregou à polícia um áudio do ano passado em que Ed Motta teria chamado o mesmo barman de “paraíba filho da put*”. Também relatou episódios anteriores com “tons homofóbicos”.
Após a saída do cantor, um advogado que estava em seu grupo desferiu socos e arremessou uma garrafa de vinho contra um cliente. A vítima foi atingida na cabeça e levou seis pontos.
A polícia já ouviu o cantor, o sócio do restaurante, o barman, a caixa e um garçom. Faltam ser ouvidos dois integrantes do grupo de Ed Motta: um empresário e o advogado apontado como responsável pela agressão física.