O delay, ou atraso na transmissão, voltou a ser tema de debate às vésperas da Copa do Mundo. O termo se popularizou na disputa entre emissoras e plataformas de streaming pela atenção do público. A informação é do Estadão
Segundo Luiz Carlos Abrahão, diretor de tecnologia da Abert, não existe transmissão sem delay. A tecnologia atual busca reduzir a latência a níveis praticamente imperceptíveis.
Tecnologias como LL-HLS e WebRTC reduzem o tamanho dos blocos de vídeo transmitidos, tornando o uso do buffer mais eficiente. Ainda assim, menor margem de segurança aumenta o risco de travamentos.
A transmissão esportiva começa no estádio, onde câmeras e microfones captam imagem e som, enviados a um centro de produção para edição, narração e gráficos antes de chegar ao telespectador.
Na TV aberta digital, o sinal é transmitido por broadcast e processado em tempo real, resultando em delay médio de 2 a 4 segundos.
No streaming, o sinal precisa ser convertido em múltiplas resoluções e fragmentado em chunks de 2 a 6 segundos, distribuídos por CDNs até o dispositivo do usuário.
O buffer é apontado como principal responsável pelo atraso no streaming. O delay tradicional pode variar de 20 a 60 segundos, enquanto tecnologias de baixa latência buscam reduzi-lo para 5 a 10 segundos.
A Globo lançou a campanha “Fique Antenado” para promover o uso de antenas digitais, em meio à disputa com a CazéTV pelos direitos de transmissão da Copa do Mundo.
A CazéTV exibirá 104 partidas do torneio, enquanto Globo e Sportv transmitem 55, e SBT, NSports e GE TV, 32 cada. A CazéTV também detém os direitos exclusivos de transmissão nas redes sociais.