Flávio Bolsonaro (PL-RJ) permanecerá mais um dia nos Estados Unidos para cumprir uma agenda de reuniões voltadas à discussão da proposta de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros. O anúncio foi feito pelo senador nesta terça-feira (7), quando também confirmou o adiamento de um evento político previsto em Pernambuco.
Em vídeo publicado nas redes sociais, nesta terça (7), Flávio afirmou que permanecerá mais um dia no país e, por isso, adiou um evento de pré-campanha que realizaria na quinta-feira (9), em Pernambuco.
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“Vou ter que ficar mais um dia aqui nos Estados Unidos para defender o Brasil desse tarifaço. É muito importante as reuniões que vamos ter aqui para tentar convencer o governo americano e demonstrar, mais uma vez, de forma técnica e política, que as tarifas são muito ruins para o Brasil e também para os Estados Unidos. A partir do ano que vem, o Brasil vai ter um presidente da República que vai poder sentar de igual para igual para negociar com os Estados Unidos, assim como com qualquer outro país, mas sem tarifas sobre a mesa”, afirmou.
Ao final da gravação, o senador pediu desculpas pelo adiamento da agenda e acrescentou:
“Estou aqui protegendo o Brasil das tarifas e do Lula.”
Audiência em Washington
Flávio Bolsonaro participa nesta terça-feira de uma audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), em Washington, para discutir a proposta de novas tarifas sobre produtos brasileiros.
Durante sua participação, o senador defendeu que este não é o momento adequado para a adoção das medidas, citando a proximidade das eleições presidenciais brasileiras.
Ele também pediu que o governo norte-americano adie a aplicação das tarifas e afirmou que sanções comerciais não são o instrumento mais adequado para pressionar o Brasil, sugerindo que eventuais medidas sejam direcionadas a indivíduos, e não ao país.
Setor produtivo participa do debate
Além de Flávio Bolsonaro, o painel reúne representantes do setor produtivo brasileiro, entre eles o ex-diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo, representando a Confederação Nacional da Indústria (CNI), e Letícia Sperb Masselli, da Abicalçados.
Os representantes defendem que a taxação poderá aumentar os custos de exportação, reduzir investimentos e afetar empregos no Brasil.