O relatório mais recente do Índice de Percepção da Corrupção (CPI), elaborado pela Transparência Internacional, traz um panorama preocupante sobre os níveis percebidos de corrupção no setor público na América Latina. O índice classifica países em uma escala de 0 (mais corrupto) a 100 (menos corrupto), com base na avaliação de especialistas e executivos de negócios sobre práticas corruptas no setor público.
De acordo com o ranking — que analisa 180 países e territórios — o Uruguai aparece como o país latino-americano com menor percepção de corrupção, com 76 pontos, estando entre os mais bem avaliados globalmente. No outro extremo, países como Haiti, Nicarágua e Venezuela figuram entre os com maior percepção de corrupção na região, com pontuações que variam entre 10 e 16 pontos.
Segundo especialistas, pontuações mais altas no CPI tendem a refletir instituições públicas mais transparentes, mecanismos de controle eficazes e menor percepção de abuso de poder ou desvio de recursos públicos.
Desempenho do Brasil no CPI
O Brasil obteve 35 pontos no Índice de percepção da corrupção, situando-se em posição relativamente baixa no cenário regional e global. Em 2024, o país marcou 34 pontos e a 107ª posição no ranking global, conforme divulgado pela Transparência Internacional — resultado que representa uma das piores pontuações brasileiras na série histórica.
Ranking dos países da América Latina por percepção de corrupção
Com base nos dados mais recentes, a lista de países latino-americanos no Índice de percepção da corrupção apresenta a seguinte sequência (pontuação de 0 a 100):
- Uruguai — 76
- Chile — 63
- Costa Rica — 56
- Cuba — 40
- Guiana — 40
- Colômbia — 37
- República Dominicana — 37
- Argentina — 36
- Brasil — 35
- Equador — 33
- Panamá — 33
- El Salvador — 32
- Peru — 30
- Bolívia — 28
- México — 27
- Guatemala — 26
- Paraguai — 24
- Honduras — 22
- Haiti — 16
- Nicarágua — 14
- Venezuela — 10
Tendências e desafios
O relatório também destaca que muitos países da região registraram retrocessos ou estagnação em seus índices, sinalizando desafios contínuos no fortalecimento da transparência, na responsabilização de práticas corruptas e na confiança nas instituições democráticas.