A prévia da inflação de junho mostrou uma leve desaceleração em relação a maio, mas ainda assim alguns preços continuaram pesando no bolso do consumidor. Itens como energia elétrica e alimentos básicos, como batata, tomate e feijão, tiveram altas importantes no período.
Por outro lado, a queda nos preços da gasolina, do etanol e de alguns alimentos, como café e frutas, ajudou a aliviar parte dessa pressão. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esses movimentos juntos explicam o comportamento da inflação no mês.
De acordo com o IBGE, a inflação medida pelo IPCA-15 ficou em 0,41% em junho, abaixo dos 0,62% registrados em maio. No acumulado do ano, o índice chega a 3,45%, enquanto em 12 meses está em 4,80%, acima do período anterior.
Entre os principais responsáveis pela alta do mês estão a conta de luz, que subiu com reajustes e a bandeira tarifária amarela, além de produtos como batata-inglesa, tomate, passagem aérea e feijão-carioca.
Já entre os itens que ajudaram a conter a inflação estão a gasolina, o etanol, o seguro de veículos, o café moído e as frutas, que tiveram queda de preços no período.
No setor de alimentação dentro de casa, houve uma desaceleração: os preços subiram menos em junho do que em maio, embora alguns produtos ainda tenham ficado mais caros, como cebola e os próprios tomates e batatas. No semestre, alguns desses itens mais que dobraram de preço.
As contas de energia também perderam um pouco de força em relação ao mês anterior, mas a luz ainda foi um dos principais impactos no orçamento das famílias.
Já os transportes ficaram praticamente estáveis, com queda nos combustíveis, mas aumento nas passagens aéreas e em alguns serviços urbanos.
Entre as regiões pesquisadas, Brasília teve a maior alta, puxada principalmente pelo aumento das passagens aéreas e da gasolina. Já Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador registraram as menores variações do país.