STJ marca julgamento de ministro afastado por assédio sexual

Em parecer enviado ao STJ neste mês, a PGR endossou depoimentos de duas mulheres: uma jovem de 18 anos e uma servidora que trabalhou no gabinete do ministro.

Foto: Sergio Amaral/STJ

O presidente do STJ, Herman Benjamin, marcou para o dia 6 de agosto o julgamento do ministro afastado Marco Buzzi, alvo de duas acusações de assédio sexual. Buzzi nega as acusações. A apuração é de Malu Gaspar, d’O Globo.

A Procuradoria-Geral da República defende a aposentadoria compulsória de Buzzi, penalidade máxima prevista na Lei Orgânica da Magistratura Nacional, em sindicância interna do tribunal.

Em parecer enviado ao STJ neste mês, a PGR endossou depoimentos de duas mulheres: uma jovem de 18 anos e uma servidora que trabalhou no gabinete do ministro.

A jovem acusa Buzzi de tentar agarrá-la em uma praia de Balneário Camboriú (SC), em janeiro deste ano, durante férias com a família do ministro.

A servidora relatou sete episódios de assédio e importunação sexual entre 2023 e 2025, incluindo toques físicos no corredor do gabinete e na sala do ministro.

A PGR rebateu laudo médico apresentado pela defesa de Buzzi, que atesta disfunção erétil, afirmando que a condição não exclui a possibilidade de assédio.

Em nota, os advogados de Buzzi afirmaram não terem sido informados sobre a data do julgamento e disseram que apresentarão provas de inocência nas alegações finais.

O processo tramita em segredo de justiça, o que impede a defesa de revelar detalhes mais apurados antes das alegações finais, segundo os advogados.