Dirigentes de clubes não aprovam hackeamento de transmissão e pedem punição aos autores

Dirigentes pedem ação da Polícia e Ministério Público contra hackeamento de imagens de jogos do Estadual. Foto: Ilustração

Os jogos do Estadual que estão sendo transmitidos pela TV FNF vem sendo hackeados, o que provoca prejuízo financeiro diretamente para os clubes, que ao final da competição terão direito a percentuais do total arrecadado.

Preocupados com o fato, dirigentes de clubes se posicionaram no Tocando a Bola da 98 desta quarta-feira (12) contra o ato ilegal que vem sendo divulgado através das redes sociais e ocasionando danos aos clubes e a todos os envolvidos no trabalho.

Leonardo Bezerra, presidente do América lamentou e mostrou preocupação com as consequências para quem está hackeando

” A minha maior preocupação nem é com o lado financeiro, dinheiro a gente corre atrás e a gente consegue. Minha preocupação é que as pessoas que estão fazendo isso não tenham a noção  da ilegalidade, do crime que estão cometendo. São jovens que acho que estão fazendo isso para ter notoriedade para ser contra alguma coisa e estão cometendo um crime muito grave e podem ser prejudicados em relação a isso.  Do outro tem quem consuma esse produto pirateado, tem o pai que está consumindo uma pirataria ao lado do seu filho, é esse o exemplo que ele quer dar? Eu acho que cada um tem a sua consciência e cada um sabe do seu poder aquisitivo, se está caro ou não para você, saiba que você está cometendo uma contravenção. Medidas estão tomadas para inibir essa ação. Isso é uma plataforma piloto, você pode até não concordar com o projeto mas a ponto de fazer ilegal não  concordo não”

Prejuízo para o clube

” Algo ainda mais sério que vai acontecer é que isso desestimula o patrocinador a entrar. Como é que nós vamos explicar a Nota Potiguar o número de acessos, se o link pirata não precisa trocar por notas.  Como é que eu vou mostrar um número oficial a um patrocinador  se o número pirata é muito maior que o número oficial. Então, além da transmissão nós ganhamos com visualização no canal oficial”.

Prestigiando o sócio-torcedor

“Os números do América foram muito bons, nós tivemos quase 1 mil e 500 sócios torcedores on-line assistindo o jogo do América contra o Globo. É número de presencial, como borderô dos nossos jogos, é mais ou menos esse número que vai para campo. Foi uma forma do clube prestigiar o sócio com a adesão ao projeto da plataforma”.

Allan Almeida que é gestor do Palmeira do Agreste e que também é advogado disse que é fácil identificar os autores do hackeamento e que a Polícia tem mecanismos para agir

” Primeiro é inacreditável que alguém se preste a praticar esse tipo de conduta, segundo que é algo que prejudica todos os clubes do nosso estado e terceiro e que é o principal é uma conduta criminosa que merece toda atenção do Ministério Público no sentido de apurar quem  são os responsáveis e no final punir dentro da formalidade da  lei, pois é algo inadmissível”

Para Allan Almeida essas ações  podem ser enquadradas como estelionato e crimes cibernético

” Me parece  com crime de estelionato, onde existe um proveito econômico  a partir de uma conduta de ludibriar as pessoas e acredito também que existe capitulação nos crimes digitais. Eu entendo que é algo que deve ser apurado e acabar com isso, acabar com esse tipo de conduta. Todos os clubes precisam dessa renda ao final do campeonato e não podemos deixar que pessoas criminosas atrapalhem os projetos de oito clubes sérios e que precisa dessa renda para sua subsistência”

Chegar aos autores dos hackeamentos

” Obviamente que existe  como identificar os autores, pela tecnologia que a Polícia tem, é perfeitamente possível e não é complicado de identificar os autores. Pelo contrário, é simples, basta querer que se consegue fazer a investigação e a identificação no final do procedimento”.

Lupércio Segundo manifestou sua posição e do Santa Cruz de Natal através das redes sociais

” O valor cobrado para assistir os jogos não justifica cometer um crime. Assim fosse, você  chegando em uma loja ou em um restaurante se achasse caro, simplesmente roubaria o produto ou sairia sem pagar justificando que não acha justo o preço. Seria o correto? Sinceramente R$ 17,90 em um jogo eu não acho caro. Um sorvete custa isso. Sabe qual é o custo de fazer um jogo desses ?De manter um clube sem poder ter torcida? Enfim, é um direito não comprar, não assistir pelas razões que julgar corretas à sua realidade. Agora, isso não dá a ninguém o direito de roubar/piratear o produto”.

Lupércio disse ainda que o preço não justifica o ato ilicíto

” O preço não dá margem, isso é falta de caráter de quem faz. Se fosse 1 real teria gente pirateando. O preço não justifica, o não caratismo e a necessidade de tirar vantagem sim”.