
Sobre a MP assinada pelo presidente Bolsonaro que mudou a questão dos direitos de transmissão do futebol no Brasil, garantindo ao clube mandante a negociação do evento, ouvi e a avaliação do presidente do Bahia, durante entrevista ao Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole e concordo plenamente com o dirigente.
Para Guilherme Bellintani, a MP vai trazer consequências importantes para o futebol
” Para mim está muito claro que o presidente Jair Bolsonaro, quando emitiu a MP, foi motivado talvez, falando um pouco da divergência dele com a Globo, talvez querendo tirar o monopólio de TV da transmissão do futebol. Mas a consequência disso é enorme e vai muito além de quebrar o monopólio”.
Histórico de dificuldades e irresponsabilidade
“Já vinha de um histórico de dificuldade grande de clubes que cometeram irresponsabilidades e gastam mais do que arrecadam com uma gestão desastrosa. Desde 2019 já tinha uma situação muito difícil. 2020, com a pandemia, se acentuou. Fecharam as torneiras de patrocinadores. Contratos de TV completamente desequilibrados e suspensos. Pagamentos sendo inviabilizados e calendário atrasado.
O dirigente fez uma avaliação otimista dos efeitos da MP
“O futebol, o que iria viver ao longo de 10 anos, vai viver em 6 meses ou 1 ano nos modelos de comercialização dos direitos, somado a isso a necessidade dos clubes serem menos preguiçosos. Está enterrada a fase da preguiça do futebol brasileiro. Os clubes estão muito acostumados a assinar contratos e esperar o dinheiro entrar. Só que cada vez mais vai estimular que a gente tenha inovação, que levante a bunda da cadeira e não fique sentado esperando o dinheiro chegar”.