Durante evento no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), nesta sexta-feira (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um gesto com o dedo enquanto discursava.
Durante a fala, o presidente criticou a ideia de que pessoas mais pobres não valorizam bens e serviços considerados de alto padrão. Ao comentar o tema, afirmou que esse entendimento precisa ser superado e fez o gesto em direção ao público.
“Nós precisamos acabar com essa história de que o pobre não gosta de coisa boa. Aqui para eles. Nós gostamos de coisa boa. Nós queremos tudo de primeira: comida de primeira, roupa de primeira, viajar de primeira, dentista de primeira, médico de primeira. Acabar com essa bobagem”, disse.
Lula participou do evento “Entregas Simultâneas do Governo Federal para Moradia, Saúde e Educação”, que reuniu anúncios e inaugurações de programas federais. A cerimônia ocorreu no último dia permitido para esse tipo de agenda antes do primeiro turno das eleições.
No mesmo discurso, o presidente também criticou o modelo de dedução de gastos com planos de saúde no Imposto de Renda. Segundo ele, parte desses custos é indireta e recai sobre o sistema público.
“O rico fala: ‘Eu tenho um bom plano de saúde, então eu tenho bons médicos porque eu pago’. Ele não paga nada. Ele desconta no Imposto de Renda o que ele paga de plano de saúde. Se ele desconta no Imposto de Renda, quem paga somos nós”, afirmou.
Lula também voltou a defender o programa “Agora Tem Especialistas”, do Ministério da Saúde, voltado à redução de filas para consultas, exames e procedimentos no Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ele, a iniciativa busca garantir atendimento mais rápido e igualitário à população.
“Independente do berço em que nasceu… vai ter um tratamento de primeira classe neste país, porque é o que todo mundo precisa”, declarou o presidente.
Durante evento no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), nesta sexta-feira (3), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez um gesto com o dedo do meio enquanto discursava.
— 98 FM Natal (@98FMNatal) July 3, 2026
“Nós precisamos acabar com essa história de que o pobre não gosta de coisa boa… Nós gostamos de coisa… pic.twitter.com/B908eSk7oF