O Rio Grande do Norte registrou fechamento de 2.221 vagas formais em fevereiro de 2026, mas os setores de Comércio e Serviços contribuíram para reduzir o impacto da retração, segundo levantamento do Instituto Fecomércio RN (IFC) com base no Novo Caged, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
A queda geral foi impulsionada principalmente pela Agropecuária, que perdeu 2.152 postos, e pela Indústria, com 1.012 vagas encerradas. A safra de cana-de-açúcar e a produção de açúcar e álcool foram os principais fatores da retração, sendo o setor sucroalcooleiro responsável por 1.673 demissões.
Apesar do cenário negativo, o setor terciário apresentou desempenho positivo. Serviços abriu 861 empregos e o Comércio, 175. Entre os destaques estão a Educação (+538), Alimentação (+152), Supermercados (+72) e Comércio de veículos (+47). Somados ao Turismo, os três setores geraram mais de mil vagas em fevereiro.
No âmbito municipal, Natal liderou a criação de postos, com 550, seguida de Parnamirim, com 291. Municípios como Baía Formosa, Goianinha, Arez e Ceará-Mirim registraram os maiores saldos negativos, influenciados pelo desempenho da agroindústria.
No acumulado do primeiro bimestre, o RN apresentou fechamento de 940 vagas, mas Serviços manteve trajetória de crescimento, com 2.029 postos gerados. O conjunto de Comércio, Serviços e Turismo manteve saldo positivo de 1.862 empregos no período.
Comparando com outros estados do Nordeste, o Rio Grande do Norte teve o segundo pior desempenho em fevereiro, atrás apenas de Alagoas, e o terceiro pior saldo acumulado do ano, devido às demissões na agroindústria.
Marcelo Queiroz, presidente do Sistema Fecomércio RN, destacou que o setor de serviços responde mais rapidamente às oscilações econômicas e ajuda a sustentar a atividade no estado, mesmo em períodos de retração da agroindústria.