O corpo do cão comunitário Orelha, morto após agressão em Florianópolis, foi exumado na quarta-feira (11) para a realização de novos exames periciais. A informação foi confirmada pela Polícia Científica de Santa Catarina, que informou nesta sexta-feira (13) que um novo laudo deve ser concluído em até 10 dias.
A medida foi adotada após solicitação do Ministério Público de Santa Catarina, com autorização da Justiça. O órgão justificou o pedido afirmando que o material reunido até então apresentava lacunas que dificultavam a formação de entendimento definitivo por parte das promotorias.
Relembre o caso
Orelha vivia na região da Praia Brava, área turística da capital catarinense. Segundo investigação da Polícia Civil de Santa Catarina, o animal foi agredido no dia 4 de janeiro, encontrado por moradores no dia seguinte e levado para atendimento veterinário. Apesar dos cuidados, não resistiu aos ferimentos.
Em laudo preliminar, elaborado com base no atendimento clínico recebido, a Polícia Civil apontou que a morte teria sido provocada por um golpe na cabeça com objeto contundente. Um adolescente foi identificado como autor da agressão. O pedido de internação provisória dele, no entanto, foi adiado até a conclusão das novas diligências.
Leia também:
- Polícia quer apreender passaporte de envolvido na morte do cão Orelha
- Cão Orelha: Polícia identifica e pede internação de adolescente suspeito de matar cachorro
- Morte do cão Orelha mobiliza manifestantes em protestos neste domingo (1º)
Novas diligências e ampliação da investigação
Além da exumação, outros 34 pedidos complementares feitos pelo MPSC foram autorizados pela Justiça. As medidas buscam aprofundar a apuração de atos infracionais atribuídos a adolescentes em diferentes situações investigadas no inquérito.
Entre as suspeitas analisadas estão furto qualificado, injúria, ameaça e maus-tratos.
Nota oficial
Em comunicado conjunto divulgado nesta sexta-feira, a Polícia Civil e a Polícia Científica informaram que vêm cumprindo com rapidez todas as diligências determinadas e que trabalham para que a denúncia contra os envolvidos possa ser encaminhada à Justiça, juntamente com as demais provas já reunidas sobre a morte de Orelha e os maus-tratos ao cão Caramelo.
Com informações do G1