As corridas por aplicativo ficaram significativamente mais caras em todo o Brasil em 2025, segundo dados do IBGE. O aumento médio chegou a 56%, bem acima da inflação do período, refletindo diretamente no bolso de quem depende desse tipo de transporte em Natal.
Veja:
O impacto não é apenas estatístico. Passageiros relatam a necessidade de repensar rotas, horários e até alternativas de transporte para economizar. Valesca Murielli, usuária de aplicativos há cerca de dois anos, percebeu o efeito do aumento: “Tô sentindo um pouquinho o aumento porque dá pra notar, né, essa questão do valor que aumentou um pouquinho já”, afirma.
Para os motoristas, a situação é ainda mais complexa. Apesar do aumento das tarifas para os passageiros, os ganhos dos profissionais não acompanham a alta nos preços. Gilvan Sarinho, que trabalha como motorista por aplicativo há mais de nove anos, explica que o valor cobrado dos usuários não chega proporcionalmente a eles.
“Atualmente, uma corrida que o passageiro paga nove ou dez reais, pra mim sai mais barato que o combustível. Isso inviabiliza o trabalho da gente e prejudica tanto o trabalhador como o usuário.”
Iderlei Fabrício reforça o problema: “Cobram muito do passageiro e repassam muito pouco pros motoristas. A gente não tem incentivo de nada. Nada, nada, nada. É a gente e Deus.”
Com os preços nas alturas, muitos passageiros têm recorrido a alternativas para reduzir os custos, como dividir corridas com colegas ou amigos. Valesca relata: “Quando a gente tá em grupo, é muito bom dividir. Senão, como já tô tão acostumada a pegar Uber, eu ainda vou pro Uber do que o transporte público.”