A governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra (PT), prestou homenagens à atriz potiguar Titina Medeiros nesta segunda-feira (12), durante o velório realizado no Teatro Alberto Maranhão, em Natal. Em fala emocionada, a chefe do Executivo estadual destacou a importância histórica da artista para a cultura potiguar e brasileira, ressaltando o papel pioneiro de Titina na abertura de caminhos para outros artistas do estado no cenário nacional.
Segundo a governadora, a homenagem vai além de um gesto institucional e representa o reconhecimento de uma trajetória marcada por talento, identidade e compromisso com a cultura do Rio Grande do Norte. Fátima afirmou que Titina carregava o Estado consigo por onde passava, levando ao peito o povo potiguar e suas raízes.
“Titina abriu portas, abriu caminhos. Foi uma desbravadora que chegou aos grandes palcos do país e possibilitou que outros artistas potiguares também tivessem essa oportunidade”, afirmou.
A governadora lembrou a trajetória da atriz no teatro, nas telenovelas e no cinema, classificando a contribuição de Titina como inestimável para a cultura estadual.
Fátima Bezerra também falou sobre a relação pessoal que mantinha com a atriz, destacando laços de amizade e afinidades culturais e afetivas. Entre as semelhanças, citou a devoção religiosa comum às duas, lembrando que a padroeira de Acari, Nossa Senhora da Guia, é a mesma da cidade paraibana de Nova Palmeira, onde a governadora nasceu.
“Não falo apenas como governadora, mas como alguém que perde uma amiga muito querida”, declarou. Para Fátima, a morte de Titina representa uma perda irreparável, ocorrida no auge da maturidade artística da atriz.
Ao encerrar a homenagem, a governadora ressaltou não apenas o legado artístico deixado por Titina Medeiros, mas também sua dimensão humana. “Ela não foi apenas uma grande atriz. Foi uma grande militante em defesa da cultura, uma grande cidadã, marcada pela alegria, generosidade e sensibilidade”, disse.
Titina Medeiros morreu neste domingo (11), aos 48 anos, após enfrentar um câncer no pâncreas. A comoção, segundo Fátima Bezerra, ultrapassa as fronteiras do Estado. “Não é só o Rio Grande do Norte ou o Seridó que chora. É o Brasil que hoje lamenta a perda precoce de Titina”, concluiu.