O governo federal aumentou o imposto de importação sobre 1.252 produtos, com alíquotas que variam de 7,2% a 25%. Parte das tarifas já começou a valer em fevereiro, e o restante passa a ser aplicada a partir de 1º de março de 2026.
A decisão foi tomada pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior, órgão ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e oficializada pela Resolução nº 852, de 4 de fevereiro. O objetivo, segundo o governo, é proteger a indústria nacional, reduzir a dependência de importações e fortalecer a arrecadação.
Entre os produtos atingidos estão máquinas industriais, equipamentos médicos e itens de tecnologia, como computadores, notebooks, servidores, roteadores, chips e placas eletrônicas. Também entram cartuchos de toner e aparelhos de tomografia computadorizada. A maior parte dos produtos ficará com alíquotas entre 7,2% e 20%, enquanto a tarifa máxima de 25% atinge menos de dez itens.
Apesar do aumento, algumas categorias terão cotas de isenção. É o caso de antenas para telefonia celular, com limite de 25 mil unidades importadas entre 1º de fevereiro e 18 de agosto sem cobrança adicional.
Em nota técnica, o Ministério da Fazenda afirmou que o efeito da medida sobre a inflação oficial, medida pelo IPCA, deve ser baixo e gradual. O impacto real sobre os preços ao consumidor será acompanhado nas próximas semanas, conforme o comportamento do mercado e a reação das empresas
Confira os ítens:
- Placa-mãe: novo imposto de 12,6%;
- Placa de vídeo (GPU): a partir de 12,6%;
- Processadores (CPU): a partir de 7,2%;
- Memória RAM estática (SRAM): 7,2%;
- Circuitos do tipo chipset: 7,2%;
- Cigarros eletrônicos: 12,6%
- Câmeras: 20%;
- Impressoras de tinta líquida: 12,6;
- Smartphones: 20%;
- Mouse e track ball: 12,6%;
- Cartuchos de tinta: 7,2%
- Cartuchos de revelador (toners): 7,2%
- Mesas digitalizadoras: 12,6%