O Tribunal do Júri de Mossoró condenou Lucas Vinícius do Vale Lopes a 7 anos e 9 meses de prisão pelo atropelamento que matou José Martins Veras, conhecido como “Netão”. A decisão foi proferida pelo juiz Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros, que determinou o cumprimento inicial da pena em regime semiaberto.
Os jurados acolheram a tese de dolo eventual, quando se entende que o condutor assumiu o risco de provocar a morte. O caso aconteceu na manhã de 22 de março de 2025, na Avenida Abel Coelho, no bairro Abolição, em Mossoró.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN), Lucas dirigia um Citroën C3 sob efeito de álcool. Laudos periciais apontaram que o carro trafegava entre 103,9 km/h e 120,2 km/h em uma via urbana onde o limite permitido era de 60 km/h.
As investigações da Polícia Civil também reuniram imagens e depoimentos de funcionários de um restaurante, que relataram o consumo de cerveja, vodka e energéticos pelo réu na noite anterior ao atropelamento. Um sargento da Polícia Militar, que atendeu a ocorrência, afirmou em depoimento que o motorista apresentava sinais visíveis de embriaguez, como hálito etílico e olhos vermelhos.
Netão pilotava uma motocicleta quando foi atingido. Ele era conhecido em Mossoró pelo trabalho voluntário na APAE e em outras instituições filantrópicas. Na época, a liberação do condutor mediante pagamento de fiança de R$ 1.500 provocou protestos de familiares, amigos e entregadores na cidade