Operação nacional combate comércio ilegal de cigarros eletrônicos

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Uma operação nacional coordenada pela Receita Federal e pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) resultou na apreensão de cerca de R$ 4 milhões em cigarros eletrônicos e outros produtos introduzidos ilegalmente no Brasil nas primeiras horas de fiscalização realizadas nesta terça-feira (23). Batizada de Operação Rede de Fumaça, a ação mobiliza mais de 150 servidores em todo o país para combater o contrabando e a comercialização irregular desses produtos.

A operação concentra esforços em pontos estratégicos da cadeia de distribuição de produtos ilícitos, incluindo áreas de fronteira, centros logísticos, transportadoras, unidades dos Correios, estabelecimentos comerciais, grandes redes varejistas e rotas de circulação de mercadorias.

Segundo a Receita Federal, a ação concentra esforços em pontos estratégicos da cadeia de distribuição de produtos ilícitos, incluindo áreas de fronteira, centros logísticos, transportadoras, unidades dos Correios, estabelecimentos comerciais, grandes redes varejistas e rotas de circulação de mercadorias.

O objetivo é reduzir a oferta de produtos proibidos ou irregulares, proteger a saúde pública, fortalecer a legalidade do comércio e ampliar a percepção de risco para os envolvidos na importação, distribuição e venda desses itens.

Ainda na segunda-feira (22), durante ações preparatórias, foram apreendidas aproximadamente 10 mil unidades de cigarros eletrônicos e acessórios, avaliadas em cerca de R$ 700 mil.

A operação conta com o apoio da Anvisa, de órgãos de segurança pública e de vigilância sanitária estaduais e municipais. Em âmbito internacional, a iniciativa integra a Operação Lynx, coordenada pela Organização Mundial das Aduanas (OMA).

Dados da Receita Federal demonstram a relevância do combate ao comércio ilegal desses produtos. Em 2025, os cigarros convencionais representaram o segundo maior grupo de mercadorias apreendidas em valor pelo órgão, somando R$ 790 milhões. Já os cigarros eletrônicos ocuparam a quinta posição, com apreensões que alcançaram R$ 163,8 milhões.

De acordo com a Receita, os dispositivos eletrônicos para fumar, cuja comercialização é proibida pela Anvisa, apresentam características que os tornam especialmente atrativos para jovens, como variedade de cores, formatos, aromas e sabores. O órgão alerta que essa atratividade tem sido explorada por organizações criminosas para ampliar o consumo, inclusive entre menores de idade.

Além dos impactos à saúde pública, as autoridades destacam que o comércio ilegal desses produtos está frequentemente associado a organizações criminosas que utilizam as mesmas rotas logísticas para o tráfico de drogas, armas e medicamentos falsificados.

Até maio deste ano, a Receita Federal retirou de circulação R$ 270,4 milhões em cigarros falsificados e R$ 30,3 milhões em cigarros eletrônicos.

Segundo os órgãos envolvidos, a atuação integrada entre Receita Federal, Anvisa e demais parceiros nacionais e internacionais reforça a capacidade do Estado brasileiro de combater práticas ilícitas que afetam a saúde da população, a concorrência leal, a arrecadação tributária e a segurança do mercado interno.