Um policial militar agrediu ao menos dois estudantes durante um protesto na manhã de quarta-feira (25), dentro da Escola Estadual Senor Abravanel (antiga Amaro Cavalcanti), no Largo do Machado, Zona Sul do Rio de Janeiro. Parte da ação foi registrada em vídeo e divulgada nas redes sociais. O agente foi afastado pela corporação.
Segundo apuração, o policial é o subtenente Ricardo Telles de Noronha Júnior, do Batalhão de Choque, que atuava no programa Segurança Presente Laranjeiras.
As imagens foram gravadas por João Herbella, 23 anos, diretor do Diretório Central dos Estudantes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (DCE/UFRJ). Ele acompanhava Marissol Lopes, 20 anos, presidente da Associação Municipal dos Estudantes do Rio de Janeiro (Ames Rio), e Theo Oliveira, 18 anos, diretor da entidade. Os três foram detidos.
“Nós fomos à escola solicitados por alunos que queriam organizar uma luta contra um caso de assédio que estava acontecendo no colégio. Um caso que é antigo, mas que recentemente estourou e ficou abafado. Nós entramos na escola, porque é o nosso direito enquanto uma entidade estudantil, e fomos agredidos por policiais de forma bastante truculenta. A tentativa de diálogo foi praticamente nula”, disse Marissol.
O vídeo que circula nas redes mostra o momento em que o subtenente discute com Herbella e tenta apreender o celular. Ao intervir, Marissol pede que o policial não a toque, e é atingida com dois tapas no rosto, tendo a camisa rasgada. Em seguida, Theo Oliveira se aproxima e é agredido com um soco, sendo derrubado. O policial retorna e volta a atingir Marissol. A gravação termina nesse momento.
De acordo com a Ames Rio, o protesto foi convocado pelo grêmio estudantil da escola para apoiar um abaixo-assinado que pede o afastamento de um professor acusado de assédio.
“Os representantes das entidades foram chamados pelos alunos para apoiar um abaixo-assinado pelo afastamento de um professor acusado de assédio”, disse a Ames Rio.
A entidade afirma que a Secretaria Estadual de Educação autorizou a entrada dos representantes, mas a direção da escola teria impedido o acesso e acionado o programa Segurança Presente.
“Dentro da escola, houve agressões com tapas e socos. Do lado de fora, a violência continuou com spray de pimenta e cassetetes, e a presidente da AMES-RJ teve sua camisa rasgada antes de ser detida junto aos outros representantes”, detalhou a entidade.
Com informações do g1