Prefiro relação com Lula do que com governo anterior, diz presidente da Câmara dos Deputados

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou nesta terça-feira (12) que considera a relação entre o Congresso Nacional e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mais harmoniosa do que a mantida com o governo anterior.

Durante entrevista a uma rádio de São Paulo, o parlamentar declarou que, no passado, deputados eram pressionados pelo Poder Executivo para aprovar projetos de interesse do governo federal, em um período anterior à obrigatoriedade das emendas parlamentares.

Segundo Hugo Motta, atualmente o Congresso atua de forma independente em relação ao Executivo, embora haja prioridade para pautas consideradas importantes pelo Palácio do Planalto. Para ele, a relação mais equilibrada entre os poderes contribui para debates com maior responsabilidade e sem “subserviência” ou “dependência”.

“Quando se trata da relação Executivo-Legislativo, temos tido esse respeito e, de certa forma, dado prioridade às matérias que são importantes para o governo federal. Prefiro muito mais o governo atual que é uma relação de harmonia, de diálogo e de respeito, do que a relação antiga, de quando os parlamentares tinham que ficar com o pires na mão, sendo coagidos pelo governo federal, pelo Poder Executivo, para aprovar as matérias”, disse em entrevista a uma rádio de São Paulo.

O presidente da Câmara afirmou que, atualmente, o Congresso é independente com relação ao Poder Executivo.

“Penso que essa relação de igualdade ajuda o país e dá condições de as matérias serem tratadas com mais responsabilidade, com igualdade de posições e com condições do debate ser feito sem uma subserviência, sem uma dependência que não atende quem quer que seja”, completou.

Escala 6×1

O presidente da Câmara também comentou a proposta de emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6×1 de trabalho. A comissão especial responsável pela discussão avalia a adoção de uma jornada 5×2, com 40 horas semanais e sem redução salarial. Atualmente, a carga horária prevista é de 44 horas por semana.

Hugo Motta afirmou ter “compromisso com a classe trabalhadora” e disse que a proposta envolve um debate de interesse nacional. Segundo ele, a redução da jornada pode proporcionar mais qualidade de vida aos trabalhadores.

“Os trabalhadores, na nossa avaliação, merecem ter um tempo a mais para o convívio familiar, merecem um tempo a mais para cuidar da sua saúde, merecem ter um tempo a mais para o descanso. Com isso, nós tenhamos as condições para que, quando eles estiverem em ambiente de trabalho, possam, de certa forma, produzir mais”, completa.

Com informações da CNN Brasil