O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) e a Escola Nacional de Administração Pública (Enap) divulgaram nesta segunda-feira (16) o resultado final da segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2). A publicação encerra o ciclo classificatório do que é considerado o maior processo seletivo integrado já realizado no Brasil.
Depois de meses de preparação, provas e expectativa entre candidatos de todo o país, os participantes podem consultar as classificações gerais. O resultado marca o início de uma nova etapa para os aprovados, que passam a seguir os procedimentos para ingresso no serviço público federal.
As classificações finais estão disponíveis no Diário Oficial da União e também no site da Fundação Getulio Vargas (FGV), banca organizadora do concurso. A partir das 16h, os candidatos também podem acessar a consulta individual ao resultado na área do candidato no portal da FGV.
As listas divulgadas apresentam as classificações finais para vagas imediatas e para cadastro de reserva, consolidadas após a terceira rodada de confirmação de interesse.
O concurso reúne vagas para cargos de nível superior e nível intermediário distribuídas em 32 órgãos e entidades da administração pública federal. As funções foram organizadas em nove blocos temáticos que agrupam áreas estratégicas do governo.
Entre os setores contemplados estão gestão pública, políticas sociais, tecnologia, infraestrutura, regulação, planejamento, meio ambiente e cultura.
Ao todo, o CPNU 2 ofereceu 3.144 vagas de nível superior e 508 de nível intermediário. Do total, 2.480 vagas são para provimento imediato e 1.172 para preenchimento no curto prazo após a homologação do resultado.
Entre as oportunidades estão cargos sem curso de formação, funções com curso obrigatório — como nas carreiras da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e da Agência Nacional do Cinema (Ancine) — e também mil vagas para o cargo de analista técnico-administrativo.
As provas do concurso foram aplicadas em 228 cidades brasileiras, o que, segundo o governo federal, ampliou o acesso de candidatos de todas as regiões do país ao processo seletivo.
Com a divulgação do resultado final, os órgãos participantes passam a iniciar os procedimentos administrativos para a nomeação dos aprovados dentro do número de vagas imediatas. A convocação seguirá a ordem de classificação e os trâmites específicos de cada carreira.
Em alguns casos, o resultado divulgado nesta etapa não representa o encerramento completo do processo seletivo. Dependendo do cargo, ainda podem ocorrer etapas complementares previstas no edital, como cursos ou programas de formação, investigação social e funcional, defesa de memorial e prova oral.
Nos cargos que exigem curso de formação, essa etapa funciona como a segunda fase do concurso, com caráter eliminatório e classificatório. A nota obtida é somada à nota final do concurso para definir a classificação definitiva.
Já nos casos em que há investigação social e funcional, o procedimento tem caráter eliminatório e busca verificar a idoneidade e a vida pregressa dos candidatos para o exercício do cargo público.
Entre as próximas datas do cronograma está o início das convocações para nomeação após 16 de março. Também está previsto, entre 17 e 24 de março, o prazo para preenchimento da Ficha de Informações Pessoais referente à fase de investigação social e funcional para o cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa.
Outro prazo ocorre entre 6 e 10 de abril, período destinado ao envio da documentação para a etapa de defesa de memorial e prova oral, quando aplicável.
As informações completas sobre o processo seletivo estão disponíveis na página oficial do Concurso Público Nacional Unificado.