O Sistema Único de Saúde (SUS) iniciou a substituição gradual da insulina NPH pela insulina glargina para alguns grupos de pacientes com diabetes. A mudança contempla pessoas de 2 a 18 anos incompletos com diabetes tipo 1 e pacientes com 70 anos ou mais com diabetes tipo 1 ou tipo 2.
Até esta terça-feira (21), o Ministério da Saúde já encaminhou cerca de 383 mil tubetes de insulina glargina para os estados, além de canetas reutilizáveis para aplicação. A previsão é que os dispositivos sejam entregues nos próximos dias.
A insulina glargina é um medicamento de ação prolongada e, na maioria dos casos, permite uma aplicação diária, enquanto outros tratamentos podem exigir mais doses ao longo do dia. O medicamento será disponibilizado nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) após avaliação clínica e prescrição médica.
Segundo o Ministério da Saúde, a mudança busca oferecer maior estabilidade no controle da glicemia, reduzir episódios de hipoglicemia e facilitar a continuidade do tratamento.
Como ter acesso
Para receber a insulina glargina, o paciente deve procurar a UBS mais próxima com receita médica emitida e carimbada. Pais, responsáveis ou cuidadores também podem solicitar a avaliação para a troca do medicamento.
A equipe de saúde fará a análise do quadro clínico e, caso a substituição seja indicada, o paciente receberá orientações sobre aplicação, armazenamento e uso correto da insulina.
Junto ao medicamento, serão disponibilizadas canetas reutilizáveis com validade de três anos e as agulhas necessárias para a aplicação.
A distribuição será realizada gradualmente em todo o país. A iniciativa faz parte de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que tem como objetivo ampliar a produção nacional do medicamento e garantir maior segurança no abastecimento do SUS.