Conhecida nacionalmente por interpretar a personagem Tiazinha no fim da década de 1990, Suzana Alves afirmou que se arrepende da exposição causada pelos ensaios nus que realizou no auge da fama. Atualmente com 47 anos e evangélica, a atriz e empresária falou sobre o tema durante entrevista ao apresentador Danilo Gentili.
Segundo Suzana, a decisão de posar para a revista Playboy é um dos aspectos de sua trajetória que hoje ela vê de forma diferente. Apesar disso, ela destacou que não carrega sofrimento em relação ao passado.
“Não é um arrependimento que eu sofro. Eu me arrependo da exposição do nu, de algo tão íntimo”, afirmou.
A ex-modelo também relembrou os bastidores da criação da personagem que a transformou em símbolo sexual da televisão brasileira. De acordo com ela, o convite para participar do programa de Luciano Huck, então exibido pela Band, surgiu em um momento de dificuldades financeiras.
Suzana contou que inicialmente recusou a proposta por se sentir desconfortável com o figurino. Dias depois, a produção voltou a procurá-la e ela decidiu participar do projeto após negociar o pagamento de uma dívida da faculdade.
“Eu fiquei um pouco horrorizada com a questão da lingerie. Falei que não [à produção da Band], agradeci. Na semana seguinte, me ligaram novamente dizendo que ficaram comigo na cabeça”, relembrou.
“Eu estava devendo a faculdade e perguntei para eles se eles me dariam o valor da faculdade e eu faria o piloto. Mas eu pedi para usar uma máscara, porque tudo já começou muito desconfortável para mim.”
Foi nesse contexto que surgiu a ideia da tradicional máscara usada por Tiazinha. Segundo ela, o acessório foi uma forma de minimizar a exposição, já que desde o início se sentia desconfortável com a proposta da personagem.
O sucesso de Tiazinha se refletiu também nas vendas da Playboy. Em entrevista anterior ao jornalista Leo Dias, Suzana revelou que recebeu participação sobre as vendas das revistas, além do cachê fixo, algo incomum à época.
“Era muito dinheiro. Não sei ao certo, mas ganhava mais de R$ 1 por revista vendida e vendeu milhões. Fui a única que recebeu porcentagem além do fixo”, afirmou.
A primeira edição estrelada por Suzana Alves, lançada em 1999, vendeu mais de 1,2 milhão de exemplares. Já a segunda capa, publicada em 2000, alcançou cerca de 800 mil cópias. Somadas, as publicações colocaram a artista entre os maiores sucessos comerciais da história da revista no Brasil, ficando com a segunda edição mais vendida do país.
Com informações do Metrópoles