TCU libera penduricalhos fora do teto constitucional para servidores com cargos de chefia

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O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu, por maioria de votos, permitir que valores adicionais recebidos por servidores em cargos de direção e chefia na Câmara dos Deputados, no Senado e no próprio tribunal fiquem fora do limite do teto constitucional.

A decisão foi tomada nesta quarta-feira (15), após análise de uma representação apresentada por uma entidade sindical de servidores. O pedido questionava a regra que, na prática, limitava o recebimento de gratificações por funções de liderança, alegando que isso desestimulava a ocupação de cargos estratégicos.

O entendimento aprovado pelo TCU considera que os valores pagos pelo exercício de funções de chefia possuem natureza diferente do salário-base e, por isso, não devem ser incluídos no cálculo do teto remuneratório.

O ministro Vital do Rêgo abriu a divergência durante o julgamento e defendeu que a discussão envolve uma situação concreta dos servidores do TCU, Senado e Câmara. O voto foi acompanhado por outros ministros, formando maioria de oito votos a favor da mudança, contra um voto contrário.

O relator do caso, ministro Walton Alencar Rodrigues, defendeu o arquivamento da representação e afirmou que a interpretação sobre gratificações fora do teto não deveria ser alterada. A área técnica do tribunal também havia recomendado o encerramento do processo, apontando que a jurisprudência do TCU e do Supremo Tribunal Federal (STF) considera essas verbas como parte da remuneração sujeita ao limite constitucional.

A decisão pode gerar impactos além dos órgãos envolvidos, já que integrantes do governo avaliam que o entendimento pode abrir caminho para pedidos semelhantes de outras categorias do serviço público.

Com informações da Folha de S.Paulo