Aneel mantém bandeira amarela em junho e conta de luz seguirá mais cara

A decisão foi tomada em razão do avanço do período seco no país. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) confirmou nesta sexta-feira que a bandeira tarifária amarela será mantida em junho. Com isso, os consumidores continuarão pagando um valor adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

Segundo a agência, a decisão foi tomada em razão do avanço do período seco no país, que reduz a geração das usinas hidrelétricas e exige o acionamento de usinas termelétricas, cuja produção tem custo mais elevado.

Período seco pressiona geração de energia

De acordo com a Aneel, as condições de geração de energia se tornaram menos favoráveis com a redução das chuvas registrada nas últimas semanas.

Entre janeiro e abril, vigorou a bandeira verde, sem cobrança adicional nas tarifas. Já em maio, a agência acionou a bandeira amarela, cenário que continuará em junho devido à necessidade de complementar a oferta de energia com fontes mais caras.

Em nota, a Aneel reforçou a importância do consumo consciente para evitar desperdícios e reduzir impactos na conta de luz.

Entenda o sistema de bandeiras tarifárias

Criado em 2015, o sistema de bandeiras tarifárias informa aos consumidores as condições de geração de energia elétrica no país e os custos associados à produção.

Confira os valores vigentes para cada bandeira:

Bandeira verde: não há cobrança adicional na tarifa.

Bandeira amarela: acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos.

Bandeira vermelha – Patamar 1: acréscimo de R$ 4,463 a cada 100 kWh consumidos.

Bandeira vermelha – Patamar 2: acréscimo de R$ 7,877 a cada 100 kWh consumidos.

Quem paga a cobrança extra

O sistema de bandeiras tarifárias se aplica a todos os consumidores atendidos pelas distribuidoras de energia elétrica do país.

A exceção é para usuários localizados em sistemas isolados, que seguem regras específicas de abastecimento e tarifação.