Representantes de empresas e entidades do Brasil e dos Estados Unidos pediram, durante audiências realizadas nesta segunda-feira (6), que o governo de Donald Trump não aplique a tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros. Os debates foram organizados pelo Escritório do Representante Comercial dos EUA (USTR) para discutir medidas propostas após uma investigação baseada na Seção 301 da Lei de Comércio americana. A informação é da Folha de S.Paulo.
Durante as discussões, setores como agricultura, alimentos, gelatina, sementes e cera de carnaúba alertaram que a sobretaxa poderia aumentar custos para consumidores dos Estados Unidos e prejudicar cadeias produtivas dos dois países. Representantes brasileiros também contestaram acusações de práticas comerciais desleais e defenderam que a competitividade do país está ligada à produtividade e não a irregularidades ambientais.
A proposta de tarifa, recomendada pelo USTR após apontar supostas barreiras comerciais brasileiras, prevê uma cobrança extra de 25%, com uma lista de possíveis exceções. Enquanto entidades brasileiras e algumas empresas americanas pedem a retirada da medida, grupos ligados ao etanol e à pecuária dos EUA defendem a manutenção ou ampliação da sobretaxa.
As audiências continuam nesta terça-feira (7), com novos painéis de debate. Entre os participantes previstos está o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que tem defendido nos Estados Unidos uma revisão das medidas anunciadas contra produtos brasileiros.