Trecho ferroviário entre Natal e Macau é incluído em projeto nacional para reativar linhas ociosas

Trecho ferroviário de 241 quilômetros no Rio Grande do Norte foi incluído pelo Ministério dos Transportes em programa nacional que busca recuperar malhas ociosas por meio de investimentos privados

Foto: Ministério dos Transportes

O Rio Grande do Norte passou a integrar a carteira nacional de projetos de Ferrovias Inteligentes do Ministério dos Transportes com a inclusão do trecho ferroviário entre Natal e Macau. A proposta prevê a revitalização de linhas consideradas ociosas ou subutilizadas por meio de um modelo de autorização ferroviária voltado à atração de investimentos privados.

De acordo com o documento apresentado pelo Ministério dos Transportes no Roadshow Ferrovias Brasil, o trecho potiguar possui 241 quilômetros de extensão e integra o conjunto de projetos selecionados para o novo ciclo de expansão da infraestrutura ferroviária brasileira.

A iniciativa faz parte de um plano nacional que pretende ampliar a participação das ferrovias na matriz logística do país, com previsão de mais de R$ 600 bilhões em investimentos públicos e privados em diferentes projetos ferroviários. O programa contempla concessões, autorizações e chamamentos públicos para implantação ou recuperação de malhas ferroviárias.

O que são as Ferrovias Inteligentes?

O modelo de Ferrovias Inteligentes foi criado a partir da Resolução nº 6.058/2024 da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). A proposta estabelece um procedimento de chamamento público para identificar interessados em investir em trechos ferroviários não implantados, ociosos ou em processo de devolução ao poder público.

Segundo o Ministério dos Transportes, o objetivo é criar um ambiente mais transparente e competitivo para a expansão da malha ferroviária nacional, permitindo a participação de múltiplos investidores e reduzindo entraves para a retomada de linhas sem operação comercial relevante.

A regulamentação também prevê critérios técnicos, econômicos e ambientais para seleção dos projetos, além de mecanismos que buscam garantir segurança jurídica aos investidores e alinhamento com o interesse público.

O programa federal também prevê o uso de tecnologias e sistemas inteligentes para aumentar a eficiência operacional das ferrovias, reduzir custos e modernizar a fiscalização e a gestão da infraestrutura ferroviária.