O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que apresentou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o potencial brasileiro no setor de minerais críticos e terras raras durante reunião realizada na Casa Branca. Segundo Lula, o tema passou a ser tratado pelo governo brasileiro como uma questão estratégica de soberania nacional.
Na declaração à imprensa após o encontro, Lula destacou a aprovação, pela Câmara dos Deputados, de medidas voltadas à política nacional de minerais críticos e anunciou a criação de um conselho ligado à Presidência da República para coordenar o tema.
“Tratando a questão dos minerais críticos como uma questão de soberania nacional”, afirmou o presidente.
Lula também ressaltou o potencial mineral ainda inexplorado do território brasileiro. De acordo com ele, apenas cerca de 30% do território nacional possui conhecimento geológico aprofundado, cenário que o governo pretende ampliar.
“Agora nós temos a obrigação de ter um conhecimento de 100% do território”, declarou.
O presidente brasileiro afirmou ainda que o País está aberto a parcerias internacionais para exploração, beneficiamento e industrialização das chamadas terras raras — grupo de minerais estratégicos utilizados em setores como tecnologia, transição energética, indústria militar, carros elétricos e semicondutores.
“Nós não temos preferência. O que nós queremos é fazer parceria”, disse Lula, ao citar empresas americanas, chinesas, alemãs, japonesas e francesas como potenciais interessadas em investir no Brasil.
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A fala ocorre em meio à crescente disputa geopolítica global por minerais críticos, considerados essenciais para cadeias produtivas de alta tecnologia e segurança energética. O Brasil possui reservas relevantes de elementos estratégicos, como nióbio, grafita, níquel, lítio e terras raras, o que tem ampliado o interesse internacional sobre o setor mineral brasileiro.