O Ministério da Agricultura e Pecuária publicou portaria aprovando o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (ZARC) para o algodão herbáceo no Rio Grande do Norte, válido para o ano-safra 2026/2027.
O documento define os municípios aptos ao cultivo e os períodos de semeadura em três níveis de risco climático: 20%, 30% e 40%, calculados com base em séries históricas de pelo menos 15 anos.
O modelo utilizado considera temperatura, umidade do solo e precipitação pluvial, que deve variar entre 700 mm e 1.300 mm dependendo do ciclo e das condições locais de cada área.
As plantas foram divididas em três grupos por duração do ciclo: Grupo I, com até 130 dias; Grupo II, entre 131 e 150 dias; e Grupo III, com 151 dias ou mais da emergência à maturação.
Três tipos de solo foram considerados aptos ao cultivo — arenoso, de textura média e argiloso —, com capacidades de retenção de água de 31,5 mm, 49,5 mm e 67,5 mm, respectivamente.
As áreas de preservação permanente, solos com profundidade inferior a 0,5 m e terrenos com mais de 15% de pedregosidade estão excluídos das zonas indicadas para plantio.
As épocas de semeadura foram ajustadas para respeitar os períodos de vazio sanitário vigentes no estado e em unidades federativas contíguas que não possuem legislação própria.
As lavouras irrigadas não estão sujeitas aos períodos indicados no ZARC, devendo seguir as orientações dos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural para cada agroecossistema.