Protestos marcam abertura da Copa do Mundo e geram confronto com a polícia nos arredores do Azteca

Foto: Reprodução

A abertura da Copa do Mundo de 2026 foi marcada por tensão fora das quatro linhas. Um grupo de manifestantes entrou em confronto com forças de segurança nesta quinta-feira (11) nas proximidades do Estádio Azteca, na Cidade do México, enquanto acontecia a partida entre México e África do Sul, que inaugurou o torneio.

Segundo relatos locais, os manifestantes tentaram avançar em direção à área de acesso ao estádio por uma ponte localizada em frente ao complexo esportivo. A ação provocou reação da polícia, que reforçava o esquema de segurança montado para a cerimônia de abertura e para o primeiro jogo da competição.

Leia também:

Operação mobilizou milhares de agentes

As autoridades mexicanas prepararam uma ampla operação de segurança para o início do Mundial, com efetivos distribuídos nos arredores do Azteca e em diferentes regiões da capital.

Mesmo com o reforço policial, movimentos sociais e organizações civis mantiveram manifestações programadas para o dia da abertura da Copa do Mundo. O estádio, principal símbolo do início da competição, foi escolhido como ponto de convergência de alguns dos protestos.

Professores lideram parte das mobilizações

Entre os grupos presentes nas manifestações estão organizações ligadas à educação. Os professores reivindicam a revogação da Lei do ISSSTE, sistema de seguridade social dos trabalhadores do Estado mexicano, aprovada em 2007 durante o governo de Felipe Calderón.

Os manifestantes também criticam reformas educacionais implementadas nas administrações dos ex-presidentes Enrique Peña Nieto e Andrés Manuel López Obrador, defendendo mudanças na política educacional do país.

Outro grupo presente nos protestos era formado por familiares de pessoas desaparecidas e entidades de apoio à causa. Os participantes aproveitaram a visibilidade internacional da Copa do Mundo para chamar atenção para o problema.

De acordo com dados divulgados pela Anistia Internacional, o México registrava 134.460 pessoas desaparecidas até 25 de maio de 2026.

Os manifestantes afirmaram que houve forte presença policial para limitar a circulação dos grupos próximos ao estádio. Representantes dos movimentos classificaram a atuação das forças de segurança como excessiva e acusaram as autoridades de restringirem o direito à manifestação.

Copa começa sob atenção dentro e fora dos gramados

A Copa do Mundo de 2026 é organizada conjuntamente por México, Estados Unidos e Canadá e deve atrair milhões de turistas ao longo do torneio.

Enquanto o foco esportivo está voltado para os 104 jogos da competição, os protestos registrados na Cidade do México mostram que questões sociais e políticas também têm ganhado espaço durante o evento, especialmente em um dos países-sede do Mundial.