O ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, afirmou que pode abrir mão de sua pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Norte para pleitear uma vaga no Senado em 2026, defendendo que a oposição deve se articular em prol do melhor nome. Ele também defendeu que “não acredita em uma terceira via” nas eleições do ano que vem.
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A fala ocorreu durante o Programa 12 em Ponto, da 98 FM Natal, nesta quarta-feira (11). Para Dias, os critérios para nortear a escolha de quem será o candidato são força, preparo, competência e preferência do eleitor. Ele considerou ainda o nome do senador Rogério Marinho (PL), apontado como o favorito para ser o principal candidato da oposição.
“Eu não descarto, não descarto a possibilidade de vir a ser candidato ao Senado, mas eu acho que o candidato a governador, que deve ser escolhido, deverá ser o que tenha mais condições, mais viabilidade. Se for Rogério, que tenha mais viabilidade na época, não haverá problema nenhum de haver uma composição, algumas pessoas passarem a rever a posição, inclusive eu, né?”, afirmou.
Sobre o sucesso de uma terceira via encabeçada por Allyson Bezerra (União Brasil), o ex-gestor de Natal explicou que não acredita nessa possibilidade, usando o desempenho de Carlos Eduardo nas eleições para o governo em 2010 como exemplo. Para ele, essa possibilidade representa um “risco enorme” de fracasso para Allyson no ano que vem.
“Eu não acredito, eu não acredito em terceira via, porque ela nunca se consolida, sabe? É assim, a decisão é de Allyson, se ele por acaso não foi escolhido, resolver ingressar em outro partido pra ser candidato através de uma terceira via, eu acho que ele corre um risco enorme. Porque a gente já viu aí terceiras vias naufragarem de uma maneira fragorosa. Por exemplo, Carlos Eduardo foi candidato por uma terceira via, ficou distante, muito distante. E Rosalba ficou em primeiro lugar, Iberê em segundo, e Carlos Eduardo num terceiro lugar bem longe. Então, a terceira via é difícil se consolidar aqui. Ou você sai candidato com apoio de um grupo ou do outro, mas é como se diz, a decisão é dele“, concluiu.