Base governista amplia disputa por suplências ao Senado e adia definição da chapa no RN

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A reunião da base governista realizada na manhã desta quarta-feira (20), na sede estadual do PT, consolidou os nomes de Samanda Alves (PT) e Rafael Motta (PDT) para a disputa ao Senado em 2026, mas abriu uma nova frente de negociação dentro do grupo aliado da governadora Fátima Bezerra (PT): a disputa pelas suplências e pela vaga de vice-governador.

O encontro reuniu dirigentes dos partidos que compõem o núcleo político do chamado “time de Lula” no Rio Grande do Norte. Participaram da conversa Samanda Alves, presidente estadual do PT, Márcia Maia, presidente estadual do PDT, Rivaldo Fernandes, presidente estadual do PV, Divanilton Pereira, presidente estadual do PCdoB, e Larissa Rosado, presidente estadual do PSB.

Embora o discurso público após a reunião tenha sido de unidade e “clima de entendimento”, dirigentes admitem reservadamente que a montagem da chapa majoritária ainda está longe de uma conclusão. O principal ponto de tensão neste momento passou a ser justamente a quantidade de partidos e lideranças reivindicando espaço nas suplências ao Senado.

Segundo relatos de participantes da reunião, todos os partidos presentes apresentaram nomes para compor as vagas de suplente e que essa lista tem atualmente sete nomes. A avaliação interna é de que há “excesso de nomes” na mesa de negociação, o que levou a base a adiar qualquer definição sobre a composição completa da chapa.

O PCdoB apresentou nomes. O PV apresentou nomes. Todo mundo apresentou. Todo mundo quer participar da majoritária”, relatou uma fonte presente na reunião.

Nos bastidores, dirigentes reconhecem que as suplências ganharam peso estratégico dentro da negociação política. Além de acomodar partidos aliados, as vagas passaram a ser vistas como instrumento para ampliar a aliança e atrair novas legendas para o bloco governista.

A presidente estadual do PSB, Larissa Rosado, afirmou que a reunião serviu para “aprovar a caminhada do time de Lula” em torno das candidaturas de Samanda Alves e Rafael Motta ao Senado, mas confirmou que a discussão sobre suplências e vice-governadoria seguirá aberta.

Vamos dar prosseguimento à escolha dos suplentes na sequência. Nós também falamos sobre a questão da vaga de vice-governador. Essa vaga também continua na pauta das decisões”, declarou.

O dirigente petista Hugo Manso também reforçou que a prioridade do grupo, neste momento, foi consolidar os nomes já postos para o Governo e o Senado, deixando as demais posições para uma etapa posterior das negociações.

Há excelentes nomes do PDT, do PSB, do Partido Verde, do PCdoB, do próprio PT. Nós temos bons quadros. Então esse é um processo”, afirmou.

Hugo também indicou que a base ainda trabalha para ampliar o arco de alianças até as convenções partidárias. “Há ainda outras possibilidades”, disse, ao mencionar a busca por novos partidos para integrar a coligação governista.

A leitura entre aliados é que, embora haja consenso em torno das candidaturas de Cadu Xavier ao Governo e de Samanda Alves e Rafael Motta ao Senado, a definição das suplências e da vice-governadoria deve concentrar as negociações mais delicadas da aliança até as convenções.