O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou, em publicações feitas na rede social nesta segunda (13), que o Brasil pode não realizar eleições presidenciais em 2030 caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) não vença o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições deste ano. Nas postagens, Eduardo também criticou decisões do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e voltou a defender o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Em uma das publicações, Eduardo escreveu que “não haverá eleição em 2030, exceto se elegermos Flávio Bolsonaro“. Segundo ele, uma eventual reeleição de Lula permitiria a indicação de mais quatro ministros ao STF, o que, em sua avaliação, ampliaria a influência do governo sobre o Supremo e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Se já estão confortáveis hoje para fazer isso, imagine daqui a quatro anos, com controle total do STF e do TSE”, afirmou.
O ex-deputado também criticou a decisão de Alexandre de Moraes que suspendeu por 90 dias as visitas de Flávio Bolsonaro ao pai. A medida foi tomada após o senador divulgar uma carta assinada por Jair Bolsonaro em defesa da união da direita em torno da pré-candidatura de Flávio à Presidência. Para Moraes, a divulgação do documento representou descumprimento da medida cautelar que impede o ex-presidente de se manifestar publicamente.
Em outra postagem, Eduardo afirmou que Flávio é o único pré-candidato que não pode se comunicar com “o líder do seu movimento político”. Ele comparou a situação à do presidente Lula durante o período em que esteve preso, citando que o petista recebeu visitas e teve cartas divulgadas por aliados. O ex-deputado classificou as restrições impostas a Jair Bolsonaro como “prisão política” e “censura” e disse que o ex-presidente está preso por causa de seu capital político.
Eduardo Bolsonaro também voltou a questionar a lisura das futuras eleições caso Lula seja reeleito. Segundo ele, a nomeação de novos ministros para o STF fortaleceria um “regime” e comprometeria a realização de eleições democráticas no futuro. Ao final da publicação, o ex-parlamentar defendeu a candidatura do irmão e escreveu: “Ou é Flávio ou já era, pode esquecer.”