Flávio Bolsonaro critica ação policial em operação contra filme Dark Horse

Parlamentar defendeu a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e questionou a atuação de setores da Polícia Civil paulista, órgão subordinado ao governador Tarcísio de Freitas.

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que a operação policial contra a produtora do filme “Dark Horse” e a Prefeitura de São Paulo pode configurar perseguição estatal com fins eleitorais. A informação é da Folha de São Paulo

O parlamentar defendeu a gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) e questionou a atuação de setores da Polícia Civil paulista, órgão subordinado ao governador Tarcísio de Freitas.

A Polícia Civil de São Paulo cumpriu mandados de busca na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia e em endereços ligados à produtora Go UP Entertainment.

A investigação judicial apura supostos desvios em um contrato de R$ 108 milhões firmado entre a gestão municipal e o Instituto Conhecer Brasil para fornecimento de internet sem fio.

A suspeita policial aponta para a prática de financiamento cruzado ilícito por meio do desvio de verbas públicas do programa de internet para a produção do documentário.

Segundo os investigadores, o custo por ponto de conexão contratado pelo instituto foi de R$ 1.800, enquanto a empresa pública Prodam cobra R$ 230 pelo mesmo serviço.

O Ministério Público motivou a abertura do inquérito para apurar fraudes em licitações, execução de contratos administrativos e emprego irregular de verbas públicas.

A apuração indica que os negócios da proprietária do instituto e da produtora expandiram após interlocução com o deputado federal Mario Frias (PL-SP).

Flávio Bolsonaro declarou que os questionamentos sobre o financiamento do filme buscam desviar o foco de problemas econômicos federais, como o deficit dos Correios.

O senador também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por menções a investigados e celebrou a classificação de facções brasileiras como terroristas pelos Estados Unidos.

O portal Intercept Brasil informou que o banqueiro Daniel Vorcaro repassou R$ 61 milhões para a produção audiovisual após solicitação do senador Flávio Bolsonaro.

A Polícia Federal apura formalmente se parte desta verba privada custeou despesas do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em território americano.

Os governadores Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), que também integram o cenário sucessório presidencial, não emitiram comentários detalhados sobre a ação policial.

A assessoria de Caiado informou que o tema está fora de sua agenda, e a equipe de Zema relatou que o governador mineiro não tomou ciência do fato.

A Polícia Civil de São Paulo comunicou em nota oficial que o Instituto Conhecer Brasil permanece como o alvo principal da operação realizada nesta semana. As buscas coletaram documentos e equipamentos eletrônicos nas sedes das entidades envolvidas com o objetivo de subsidiar a continuidade das investigações criminais.