Flávio Bolsonaro diz que rejeição de Messias ao STF expõe “fim da governabilidade” do governo Lula

Senador afirma que votação no Senado Federal é “resposta clara” ao Planalto após derrota de Jorge Messias

Foto: Ton Molina/Agência Senado

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) classificou como “histórica” a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e afirmou que o resultado evidencia uma crise de governabilidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O parlamentar destacou o placar de 42 votos contrários e 34 favoráveis e disse que o episódio representa uma resposta política do Senado ao Executivo.

Um dia histórico para o Brasil. O governo Lula acabou, não tem governabilidade e não tem mais o respeito de ninguém”, afirmou.

Críticas ao Planalto e ao STF

Flávio Bolsonaro atribuiu a derrota à condução política do governo federal, acusando o Executivo de desrespeitar o Congresso Nacional e de tentar governar com apoio do Judiciário.

É uma resposta clara do Senado à forma como o desgoverno vem tratando a classe política, com desrespeito e tentando governar usando o Supremo Tribunal Federal”, declarou.

O senador também fez críticas a decisões da Suprema Corte, mencionando o que classificou como “excessos” por parte de ministros.

Chega uma situação insustentável, onde os excessos vão acontecendo sem limites”, disse.

Leitura política da oposição

A manifestação de Flávio Bolsonaro reforça o discurso da oposição de que a rejeição de Messias vai além de um episódio isolado e reflete um desgaste mais amplo na relação entre o governo federal e o Congresso.

Aliados do Planalto, por outro lado, avaliam que o resultado foi influenciado por fatores específicos da articulação política no Senado e evitam tratar o episódio como indicativo de ruptura institucional.

Contexto da votação

A indicação de Jorge Messias foi rejeitada pelo Senado após meses de impasse e articulação política. O resultado representa a primeira negativa da Casa a um indicado ao STF em mais de 130 anos.

Com a decisão, caberá ao presidente da República apresentar um novo nome para a vaga na Corte, em meio a um cenário de maior pressão política e necessidade de recomposição da base no Congresso.