O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta sexta-feira (15), em entrevista à GloboNews, que sua relação com o banqueiro Daniel Vorcaro tinha caráter “exclusivamente” ligado à produção de um filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A declaração ocorre após a divulgação de um áudio em que Flávio pede recursos ao empresário para investir na produção audiovisual sobre o pai. Durante a entrevista, o senador defendeu a instalação de uma CPI para investigar o Banco Master e afirmou que não aceitará ser associado a “contatos espúrios”.
“Não queiram me misturar, porque é por isso que eu estou pedindo a todo momento essa CPI do Banco Master. Mais do que nunca ela é necessária para separar bandido de inocente”, declarou.
Flávio também afirmou que havia uma cláusula de confidencialidade relacionada ao contrato envolvendo o projeto cinematográfico. Segundo ele, esse foi o motivo para não detalhar anteriormente a relação com Vorcaro.
“A minha relação com ele era exclusivamente para o filme”, disse o senador.
Na entrevista, o parlamentar alegou que, à época do contato com o banqueiro, em dezembro de 2024, Daniel Vorcaro circulava em ambientes de prestígio político e empresarial em Brasília e no mercado financeiro.
“Vocês estão me dizendo que eu devia ter obrigação de saber de algo que o Brasil inteiro não sabia”, afirmou.
Ao tentar afastar suspeitas sobre a relação com o empresário, Flávio citou investimentos do Banco Master em programas da TV Globo e questionou se os recursos seriam considerados ilícitos.
“É dinheiro sujo? Vocês sabiam da origem desse dinheiro? Acho que não. Acho que vocês agiram de boa fé, como eu também fui buscar de boa fé”, declarou.
O senador ainda afirmou que a relação entre ele e Vorcaro estava formalizada por meio de contrato e mencionou investigações conduzidas pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês).