Governo do RJ encontra funcionários “fantasmas” em todos os 77 órgãos do estado

Levantamento da Controladoria Geral do Estado (CGE) começou no fim de março e mapeou comissionados sem registro de acesso ao trabalho

Foto: site Governo do RJ

O governo do Estado do Rio de Janeiro identificou funcionários “fantasmas” em todos os 77 órgãos da administração estadual. O levantamento da Controladoria Geral do Estado (CGE) começou no fim de março e mapeou comissionados sem registro de acesso ao trabalho. A informação é d’O Globo.

Os critérios usados para classificar casos de “alta criticidade” incluem ausência de acesso por catracas, falta de login em computadores e não utilização do Sistema Eletrônico de Informações (SEI). A partir desses dados, o governo Ricardo Couto exonerou milhares de servidores.

Marcelo Cabral D’Almeida, filho do ex-vereador Marcelino Almeida, estava na Secretaria de Ambiente com salário de R$ 10.903,66. Ele afirma que trabalhava em campo e que foi indicado ao cargo pelo ex-secretário Bernardo Rossi.

Duas subsecretarias da Seas tiveram todos os cargos extintos por suspeita de fantasmas. Uma delas, ligada aos irmãos Luciano e Léo Vieira, tinha 14 vagas; a outra, comandada por Thamires Rangel, somava 37 cargos.

Desde 23 de março, mais de 4.283 comissionados foram exonerados no estado. A economia estimada até o fim do ano é de R$ 230 milhões, segundo dados do governo.

Na Secretaria de Ambiente, 110 dos 128 servidores lotados no gabinete do secretário nunca acessaram o sistema oficial. Na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, apenas 90 dos 150 comissionados tinham estação de trabalho.

Marcus Von Seehausen e o filho João Von Seehausen também constam na lista de exonerados. Pai e filho têm histórico político em Petrópolis e ligação com o ex-deputado Bernardo Rossi.

Bruna Castello Branco Costa Motta, conhecida como “blogueirinha de São Marcos”, foi exonerada da Seas após permanecer no cargo desde janeiro de 2025. Documentos analisados não especificam qual função ela exercia na secretaria.

Até agora, 60 dos 77 órgãos já passaram pela auditoria geral. A previsão é de economia de R$ 355 milhões em um ano nas pastas já auditadas.

Os secretários da Casa Civil e de Governo estabeleceram prazo para que cada órgão apresente sua lista de exonerações. Servidores desligados por essa condição não podem retornar ao órgão de origem.