“Pilili”: TSE lança mascote das Eleições 2026 inspirada na urna eletrônica e mira engajar jovens eleitores

Campanha do Tribunal afirma que personagem representa a democracia e será usada em campanhas educativas; lançamento marca os 30 anos da urna eletrônica no Brasil

Foto: Alejandro Zambrana/Secom/TSE

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou, nesta segunda-feira (4), a mascote oficial das Eleições 2026. Batizada de Pilili, a personagem foi apresentada durante cerimônia que também celebrou os 30 anos da urna eletrônica no país.

Inspirada no equipamento que se tornou símbolo do processo eleitoral brasileiro, a mascote foi criada para aproximar a Justiça Eleitoral da população, especialmente do público jovem, e reforçar a importância do voto consciente.

A escolha do nome faz referência ao som emitido pela urna eletrônica no momento da confirmação do voto. Sem gênero definido, Pilili representa neutralidade e imparcialidade, características associadas ao sistema eleitoral brasileiro.

A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, destacou durante o evento a segurança e a confiabilidade do modelo eletrônico de votação. Segundo ela, o sistema garante que o voto seja registrado de forma individual, sem interferências externas.

É você, exclusivamente, com a sua escolha, com quem você acha que lhe representa”, afirmou a ministra.

Estratégia de comunicação

De acordo com o TSE, a mascote será utilizada em campanhas educativas, conteúdos digitais e materiais institucionais. A proposta é ampliar o alcance da comunicação da Justiça Eleitoral com linguagem acessível e visual mais próximo do público.

Mesmo sem voz, Pilili será uma personagem interativa, com comunicação feita por gestos, textos e animações. A mascote também poderá incorporar elementos culturais regionais em ações pelo país.

A iniciativa teve origem em 2023, dentro da área de comunicação do tribunal, e integra uma estratégia mais ampla de combate à desinformação e incentivo à participação democrática.

Marco da democracia digital

O lançamento ocorre no contexto dos 30 anos da urna eletrônica, utilizada pela primeira vez nas eleições municipais de 1996. Desde então, o Brasil se consolidou como referência internacional em votação eletrônica.

Segundo o TSE, o sistema se apoia em três pilares principais:

  • Segurança e confiabilidade
  • Rapidez na apuração
  • Auditabilidade do processo

Atualmente, o país conta com cerca de 156 milhões de eleitores, e os resultados das eleições são conhecidos poucas horas após o encerramento da votação.