Pesquisa Futura/Apex aponta que áudio de Flávio Bolsonaro com Vorcaro não altera opinião de 71,5% dos eleitores

Áudio foi revelado pelo portal Intercept Brasil e registra conversas entre Flávio e Vorcaro nas quais o parlamentar relata dificuldades para custear a produção de sua pré-candidatura à Presidência.

Foto: Reprodução/Agência Senado

Levantamento Futura/Apex divulgado nesta sexta-feira (22) mostra que a maioria dos eleitores brasileiros não mudou a percepção sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) após a divulgação de áudio com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A informação é da CNN Brasil.

O áudio foi revelado pelo portal Intercept Brasil e registra conversas entre Flávio e Vorcaro nas quais o parlamentar relata dificuldades para custear a produção de sua pré-candidatura à Presidência.

O valor negociado entre os dois era de US$ 24 milhões, equivalente a aproximadamente R$ 134 milhões, conforme o material divulgado pelo veículo.

Entre os entrevistados, 18,7% passaram a ter opinião negativa sobre o senador após o vazamento, enquanto 6,4% registraram percepção positiva e 3,4% não souberam responder.

A pesquisa também mediu se os vazamentos aumentaram a disposição dos eleitores para votar em um candidato diferente de Lula (PT) ou Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026.

Dos entrevistados, 65,8% afirmaram que não mudariam o voto; 12,7% disseram querer mudar muito; 10,4% mudariam um pouco; 4,2% indicaram que o caso reduz a intenção de votar em outro nome; e 6,9% não souberam responder.

Para 55,6% dos eleitores, o presidente Lula é o maior beneficiado politicamente com o vazamento; 26,4% não souberam responder.

Os demais nomes citados como possíveis beneficiados foram Michelle Bolsonaro (1,8%), Romeu Zema (1,6%), Ronaldo Caiado (0,7%), Renan Santos (0,4%) e Cabo Daciolo, que não pontuou.

A Futura/Apex entrevistou 2.000 eleitores de 878 cidades brasileiras entre os dias 15 e 20 de maio, por meio de entrevistas por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.

A pesquisa foi realizada com recursos do próprio instituto e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-06529/2026.