A Polícia Federal identificou novos indícios de ocultação patrimonial ligados a Daniel Vorcaro, preso preventivamente desde março. O ministro do STF André Mendonça usou os dados para negar o pedido de prisão domiciliar feito pela defesa do ex-banqueiro. A informação é da CNN Brasil.
A PF apontou movimentações financeiras com características compatíveis com estratégias de blindagem e deslocamento de patrimônio. Com base nesses novos fatos, Mendonça manteve a custódia como necessária aos interesses da investigação.
Os investigadores identificaram um núcleo de apoio a Vorcaro que segue ativo na gestão de interesses patrimoniais do grupo econômico investigado. A PF avalia que esse grupo tem papel relevante nas atividades relacionadas ao inquérito.
O pai de Daniel, Henrique Vorcaro, é apontado como mandante e operador financeiro dos pagamentos do grupo chamado “A Turma”. O STF também negou a revogação da prisão preventiva de Henrique, mantendo-o detido.
Segundo a investigação, “A Turma” é um núcleo de intimidação e obstrução de justiça responsável pelo monitoramento ilegal de adversários, jornalistas e autoridades. O grupo opera de forma coordenada dentro da estrutura investigada pela Operação Compliance Zero.
Daniel Vorcaro perderá o acesso à cela especial na Superintendência da PF em Brasília, onde estava desde a prisão. A perda do benefício ocorreu após o fracasso nas negociações de delação premiada com as autoridades.
O ex-banqueiro será transferido para a “Papudinha”, ala do Complexo Penitenciário da Papuda destinada a autoridades e presos com direito a cela especial. André Mendonça determinou que a direção do presídio impeça qualquer contato de Vorcaro com outros presos da mesma operação.