O vereador de Mossoró Cabo Deyvison (PL) afirmou que passou a receber ameaças de integrantes de facções criminosas antes do atentado sofrido no último dia 15 de junho e disse que chegou a ser alvo de uma tentativa de cooptação por integrantes desses grupos. As declarações foram dadas durante entrevista ao programa Repórter 98.
Segundo o parlamentar, as ameaças começaram após ele intensificar ações de combate à atuação das facções, como a remoção de pichações em muros de escolas e residências.
“Eles me ameaçaram pelo Instagram. Fiz boletim de ocorrência na Polícia Civil e não recuei“, afirmou.
Cabo Deyvison disse ainda que, após perceberem que ele manteria sua atuação, integrantes da organização criminosa tentaram convencê-lo a colaborar com o grupo.
“Eles tentaram me subornar. Disseram para eu ir para o ‘sistema’ deles, porque estavam em um momento de expansão“, declarou.
O vereador afirmou acreditar que sua atuação política foi o motivo que levou ao atentado que deixou seu assessor morto e o feriu nas duas pernas.
Vereador defende mudanças na legislação
Durante a entrevista, Cabo Deyvison também defendeu mudanças na Lei de Execução Penal (LEP) e criticou o atual modelo de audiências de custódia.
Entre as propostas apresentadas, o parlamentar defendeu o cumprimento integral das penas para integrantes de facções criminosas, revisão das visitas íntimas para líderes dessas organizações e mudanças na forma de custódia dos presos.
Na avaliação do vereador, o sistema atual contribui para a sensação de impunidade e dificulta o enfrentamento ao crime organizado.
Ele também afirmou que pretende defender essas propostas caso seja eleito deputado federal nas eleições de 2026.
“A mudança tem que vir da lei. É preciso reformar a Lei de Execução Penal para enfrentar as facções criminosas”, afirmou.